Um terço dos consumidores já sofreu golpes pela internet

No cenário atual do comércio eletrônico, uma pesquisa recente realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, revela que três em cada dez consumidores (32%) já enfrentaram tentativas de fraude em suas compras pela internet. Entre as fraudes relatadas estão a não entrega de produtos adquiridos em sites falsos, clonagem de cartões de crédito e abordagens suspeitas via WhatsApp, incentivando pagamentos fora das plataformas de venda.

Com essa crescente preocupação, 35% dos entrevistados afirmaram ter evitado compras online nos últimos três meses devido ao medo de serem vítimas de fraudes. A pesquisa, que abrangeu cerca de 119,5 milhões de consumidores que realizaram compras online pelo menos uma vez no último ano, destaca um padrão de comportamento cauteloso diante do aumento das fraudes digitais.
Os dados revelam que, embora o número de compradores online tenha crescido, muitos consumidores estão se afastando do comércio eletrônico. Aproximadamente 43% dos entrevistados aumentaram suas compras pela internet no último ano, enquanto 25% relataram uma diminuição. O gasto médio na última compra online foi de R$216, um valor R$33 inferior ao do ano anterior, indicando uma tendência de contenção.

O uso de dispositivos móveis para compras continua em alta, com 90% dos consumidores utilizando smartphones, enquanto aplicativos (70%) e sites de lojas (69%) permanecem como os principais canais de venda, deixando redes sociais como Instagram (13%) e WhatsApp (11%) em uma posição secundária.
Apesar das preocupações, 91% dos consumidores expressaram satisfação com suas experiências de compra online, destacando vantagens como preço baixo (38%), comodidade (36%) e variedade de produtos (24%). No entanto, desvantagens como a impossibilidade de ver ou experimentar os produtos (54%) e o pagamento de frete (42%) ainda são fatores que pesam na decisão de compra.
A pesquisa também revelou que 46% dos entrevistados desistiram de realizar uma compra online nos últimos três meses, sendo os motivos principais o preço elevado (40%) e a suspeita de fraude (38%). José César da Costa, presidente da CNDL, alerta para a importância da vigilância nas compras digitais. “Os golpes financeiros ganham a cada dia novas versões, e o consumidor deve estar sempre atento. Verificar a segurança do site e as experiências de outros consumidores são medidas que podem reduzir o risco de fraudes”, recomenda.
À medida que o comércio eletrônico continua a evoluir, o equilíbrio entre segurança e conveniência se torna crucial para o crescimento desse setor. A conscientização e a educação do consumidor são fundamentais para mitigar os riscos e promover um ambiente de compras online mais seguro. Na avaliação do economista Helder Cavalcante, os dados apresentados revelam uma relação complexa entre o crescimento do comércio eletrônico e as preocupações com fraudes, refletindo um cenário em que a confiança do consumidor é fundamental. “Com 32% dos consumidores relatando tentativas de fraude, é compreensível que 35% tenham evitado compras online recentemente. Apesar do aumento nas compras, a insatisfação com preços elevados e a insegurança nas transações demonstram que os consumidores estão se tornando mais cautelosos. A preferência por aplicativos e sites reconhecidos indicam uma busca por conveniência, mas também ressaltam a necessidade de plataformas seguras e confiáveis”, disse.

Como evitar ser vítima de golpe pela internet
1 Nunca faça transações financeiras em sites que não tenham o cadeado de segurança no navegador e certificados digitais para transações.
2 Proteja o seu WhatsApp de invasões e clonagens. Você diminui a chance de golpistas roubarem seu número. Nunca compartilhe o código de segurança.
3 Fique sempre atento na hora das compras. Confira se é mesmo o seu nome impresso no cartão devolvido e, se possível, passe você mesmo o cartão na maquininha.
4 Guarde suas senhas com o máximo cuidado, não anote em papéis nem no bloco de notas do celular ou computador. Use senhas diferentes para cada uma de suas contas.
5 Ao acessar um site, sempre verifique na barra do navegador se o endereço da página de internet está correto. Para garantir, não clique em links desconhecidos.
6 Não aceite maquininhas quebradas e sempre confira o valor que aparece no visor. Peça para que o entregador digite o preço na sua frente.
7 É essencial ficar atento aos dados do beneficiário do boleto. Veja também se os três primeiros números do código de barras de fato correspondem ao código do banco.
Fonte: Febraban

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