Justiça aponta desvio de patrimônio ao penhorar salários de Ana Hickamann

A Justiça de São Paulo determinou a penhora dos salários da apresentadora Ana Hickmann devido a uma dívida de aproximadamente R$ 956 mil com o Banco Original. O valor corresponde a um empréstimo que, segundo a instituição financeira, não foi quitado.

Ana Hickmann tem contestado a validade das assinaturas atribuídas a ela nos contratos, alegando que foram fraudadas por seu ex-marido, Alexandre Correa. Esse argumento tem sido utilizado em outras ações judiciais semelhantes envolvendo a apresentadora.

A decisão judicial levou a Record a depositar em uma conta judicial dois pagamentos que seriam destinados a uma empresa de um familiar de Ana, nos valores de R$ 329,5 mil e R$ 250 mil. A Justiça identificou indícios de manobras financeiras para ocultação de patrimônio, o que justificou a determinação da penhora. As informações são da jornalista Fábia Oliveira.

Empresas envolvidas na decisão

Em um despacho emitido em 23 de janeiro deste ano, a juíza Juliana Koga Guimarães determinou a penhora de ativos da Hickmann Serviços, da Blue Negócios e da irmã da apresentadora, Isabel Cristina. Segundo a magistrada, há fortes indícios de que essas empresas foram usadas para esvaziar o patrimônio de empresas comuns entre Ana Hickmann e Alexandre Correa, além de ocultar valores e impedir que credores tivessem acesso aos salários da apresentadora.

A Blue Negócios, por exemplo, foi criada logo após o Banco Original iniciar a cobrança da dívida e passou a receber todos os pagamentos da Record destinados à apresentadora. Isabel Hickmann, apontada como participante no suposto esquema, é a única sócia da empresa.

Posicionamento da defesa

A equipe jurídica de Ana Hickmann emitiu uma nota oficial negando qualquer fraude ou desvio de patrimônio. No comunicado, os advogados destacam que o processo segue em análise pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e que não há decisão definitiva.

Eles reforçam que a perícia sobre as assinaturas eletrônicas dos contratos firmados com o Banco Original está em andamento e questionam dois pontos principais: a data de emissão do contrato, que seria posterior à assinatura eletrônica, e o fato de que a assinatura não segue os padrões homologados pelo ICP Brasil, órgão responsável pela certificação digital no país.

Por fim, a defesa argumenta que Ana Hickmann tem trabalhado para honrar os compromissos financeiros das empresas, enquanto seu ex-marido estaria tentando manipular a opinião pública e utilizar reportagens veiculadas na mídia para influenciar as decisões judiciais a seu favor.

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