Após semanas de expectativas no mercado financeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou as tarifas recíprocas para uma série de países. A reação nos mercados globais nesta manhã mostra que os investidores não ficaram satisfeitos com o anúncio, com os índices futuros das Bolsas dos EUA no vermelho. No Brasil, o Ibovespa futuro sobe, enquanto o dólar recua.
O tom da “maré vermelha” prevista para o mercado nesta quinta-feira (3), pode ser visto nos mercados futuros de Nova York nesta manhã, antes da abertura do pregão por lá. O Dow Jones futuro cai 2,82%, enquanto S&P 500 futuro e o Nasdaq futuro despencam 3,27% e 3,77%, respectivamente.
Há pouco, quando as negociações do dólar foram iniciadas no pregão, a moeda norte-americana se desvalorizava 1,43%, aos R$ 5,61, na menor cotação intradiária desde 15 de outubro do ano passado.
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No exterior,o índice DXY, que mede a flutuação da moeda ante pares relevantes, recuava 2,16%, aos 101,55 pontos — o menor patamar desde outubro de 2024.
O VIX, considerado o “índice do medo”, que mede a volatilidade dos mercados globais disparou 23,62% nesta manhã, aos 26,49 pontos após tarifaço de Trump.
Efeitos das tarifas de Trump nas commodities
Entre os mais afetados pela onda negativa do mercado está o petróleo. Há pouco, o Brent recuava 4,13%, a US$ 70,84, enquanto o WTI cedia 4,26%, cotado a US$ 67,46, por barril. O resultado vem impactando os ADRs da Petrobras, listados em Nova York, durante o pré-mercado. Às 9h25, os papéis caíam 2,71%, a US$ 14.
Por outro lado, o minério de ferro fechou em leve queda em Dalian, na China, recuando 0,32%, a US$ 108,48, por tonelada. No entanto, em Cingapura, está num ritmo maior — 1,52%, aos US$ 101,25 —, influenciando no desempenho dos ADRs futuros da Vale, que recuam 3% em Nova York.
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Bolsas globais reagem negativamente
As bolsas asiáticas fecharam em queda, impactadas pela decisão dos EUA. No Japão, o índice Nikkei caiu 2,77%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,52%. Na Coreia do Sul, o Kospi cedeu 0,76%, enquanto o Xangai Composto registrou perda de 0,24%.
Na Europa, as bolsas operam em forte queda desde o início do pregão. O índice Stoxx 600 recuava 2,19%, às 9h30. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou nesta manhã que está finalizando medidas retaliatórias ao tarifaço de Trump.
Por outro lado, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer indicou que buscará uma resposta diplomática.
No Brasil, o mercado avaliará as tarifas mais brandas ao longo do pregão. O Ibovespa futuro operava em leve alta de 0,31% nesta manhã, minutos antes da abertura oficial.
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Novas tarifas impactam comércio global
O novo pacote de tarifas imposto pelos EUA inclui uma sobretaxa de 34% sobre produtos chineses e de 32% para mercadorias de Taiwan. A União Europeia enfrentará tarifas de 20% em suas exportações para os Estados Unidos, enquanto bens britânicos serão taxados em 10%.
O Brasil está entre os países com as menores alíquotas, o que, segundo a FecomercioSP, pode representar uma oportunidade para ampliar as relações comerciais, especialmente com Japão, China e União Europeia.
“Para o Brasil, porém, as notícias não são tão ruins já que muitas nações terão dificuldades em levar seus produtos aos EUA. O governo brasileiro deve se valer da conjuntura tarifária vinda dos Estados unidos para assinar acordos bilaterais, diminuir tarifas e facilitar mecanismos aduaneiros”, entende a FecomercioSP.
O post Tarifas de Trump criam maré vermelha nos mercados futuros dos EUA e ganhos no Brasil apareceu primeiro em Monitor do Mercado.