Família de brasileira encontrada morta na Bolívia pede justiça: ‘Jenife foi em busca do sonho dela’


Estudante foi encontrada morta estrangulada na quarta-feira (2) em seu apartamento na cidade de Santa Cruz. Principal suspeito se apresentou na delegacia. Irmã de Jenife embarca neste domingo (6) para acompanhar a investigação na Bolívia.  Familiares e amigos da brasileira Jenife Silva, de 37 anos, estão realizando uma campanha nas redes sociais pedindo justiça. A jovem foi encontrada morta em seu apartamento na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, na última quarta-feira (2). 
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Jenife era natural de Santana (AP) e estava na Bolívia para finalizar os trâmites da formação de medicina, a qual cursou no país por cerca de 6 anos. Segundo a polícia boliviana, Jenife morreu estrangulada, além de ter sofrido estupro e esfaqueamento. A vítima deixou dois filhos.
Jenife Silva, 37 anos, morta na Bolívia
Redes sociais/Reprodução
Autoridades bolivianas informaram que, Jenife foi vítima de um feminicídio. O suspeito é um adolescente de 16 anos, com quem, segundo a polícia, ela mantinha relações. O caso é investigado pelo Ministério Público da Bolívia. Uma irmã da vítima embarca neste domingo (6) para acompanhar o caso no país.
Segundo o relatório preliminar da polícia boliviana, o adolescente se apresentou na delegacia e alegou ter uma relação próxima da vítima. Em seu depoimento, ele disse que, durante relações sexuais com Jenife, ela sofreu um mal súbito e ele saiu do apartamento em seguida.
A versão é contestada pela família da vítima. A família afirma que Jenife havia conhecido o adolescente recentemente, e os dois não tinham proximidade.
Francimone Almeida, amiga de Jenife, lamenta a partida repentina da jovem. Ela relembra que a amiga viajou para a cidade para concluir mais uma etapa do sonho de ser médica. 
“Nós merecemos uma resposta da Bolívia. Nós queremos localizar as filmagens de onde ela morava, pois lá tinha câmera. Cadê o que foi encontrado no celular dela? Queremos essas respostas. Queremos mostrar para a sociedade que a Jenife foi em busca do sonho dela […] Ela tinha concluído o curso de medicina e ia retornar para a família dela e ela foi impedida de retornar”, lamentou Francimone. 
Nas redes sociais, familiares e amigos de Jenife realizam postagens pedindo justiça. Um dos posts mostra um protesto em frente a uma unidade da justiça na Bolívia. 
Protesto pela morte de Jenife na Bolívia
Reprodução/Redes Sociais
Em nota, Ministério das Relações Exteriores informou que em ciência do caso e está em contato com os familiares da brasileira, a quem presta assistência consular, e com as autoridades locais. (leia nota na íntegra abaixo). 
Nota do Ministério das Relações Exteriores:
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, tem ciência do caso e está em contato com os familiares da brasileira, a quem presta assistência consular, e com as autoridades locais.
Informa-se que, em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados brasileiros podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais.
O traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família e não pode ser custeado com recursos públicos, à luz do § 1º do artigo 257 do decreto 9.199/2017.
Brasileira é encontrada morta em apartamento na Bolívia
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