Commodities: Retaliação chinesa pressiona e preços despencam

O mercado de commodities encerrou a semana sob forte pressão nesta sexta-feira (4), com quedas expressivas nos preços de soja, trigo e petróleo, após a China impor uma tarifa de 34% sobre produtos norte-americanos. A medida é uma resposta às tensões comerciais com os Estados Unidos e afetou diretamente os preços globais.

A soja, por exemplo, viu todos os contratos até janeiro do próximo ano despencarem acima dos 2%, refletindo a grande oferta e a reação imediata do mercado à notícia da retaliação.

Já o trigo caiu para a casa dos US$ 5,30 por bushel, enquanto o petróleo Brent para junho recuou 6,50%, a US$ 65,58 por barril, na ICE, enquanto o WTI para maio caiu 7,41%, a US$ 61,99 por barril, na Nymex.

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Segundo a análise de Guto Gioielli, fundador do Portal das Commodities, nas próximas semanas, as exportações brasileiras podem sofrer reflexos dos impactos da nova política comercial chinesa. Veja a análise na íntegra abaixo:

Dólar em alta compensa produtor brasileiro

A valorização do dólar, que chegou a R$ 5,83, com alta de 3,68%, amenizou parte das perdas para os produtores brasileiros, que negociam suas commodities em moeda estrangeira.

Mesmo com a queda dos preços em dólar, a conversão para reais manteve a rentabilidade relativamente estável para alguns exportadores.

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No caso da soja, o preço por saca, que caiu para cerca de R$ 125, ainda foi compensado pela taxa de câmbio, elevando o valor final para até R$ 149 por saca, dependendo do dia. O prêmio de exportação, no entanto, também recuou, pressionando ainda mais os preços.

Milho sobe com clima nos EUA

O milho teve desempenho mais resiliente, sustentado por preocupações com o clima nos Estados Unidos. Chuvas intensas em estados produtores devem atrasar o início do plantio da safra 2025/26, o que impulsionou os preços.

No acumulado da semana, o boi gordo foi o destaque positivo. Gioielli ressalta que os modelos de negociação indicaram pontos de entrada lucrativos, com ganhos expressivos para quem operou nos momentos certos. O café arábica, por outro lado, permanece lateralizado, sem força para romper suportes ou resistências.

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