Sobe para 45 número de presos envolvidos em ataques contra internet no Ceará

Chega a 45 o número de pessoas presas em operações contra ataques a provedores de internet no Ceará. As ações, coordenadas pela Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol), tiveram nova etapa deflagrada no último dia 28 e seguem em andamento, com mandados de prisão, buscas e fiscalizações em estabelecimentos suspeitos de irregularidades, o novo resultado foi divulgado nesta quinta-feira (3) por um balanço da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Cinco pessoas, com idades entre 38 e 57 anos, foram autuadas em flagrante pelos crimes de atividade clandestina de telecomunicações, furto de energia e receptação. As ocorrências foram registradas em municípios como Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Fortaleza, com foco em bairros como Pirambu, Barra do Ceará, Vila Velha, Jardim Iracema, Jardim Guanabara, Cristo Redentor, Carlito Pamplona e Álvaro Weyne. Durante as fiscalizações, os provedores foram interditados por funcionarem de forma irregular.
De acordo com a SSPDS, os trabalhos visam combater interrupções criminosas de serviços de internet e ameaças a empresas do setor. A operação conta com a participação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Polícia Militar do Ceará (PMCE), Corpo de Bombeiros, Polícia Federal (PF), Anatel, Enel, Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Escalada de ações
Desde o início das investigações, a Operação Strike já prendeu 45 pessoas suspeitas de envolvimento em ataques contra provedores de internet no Ceará. Entre os detidos, três são apontados como líderes de setores dentro do Comando Vermelho (CV), incluindo um responsável pelo setor financeiro da facção. As prisões ocorreram em diferentes fases.

Em uma das mais recentes etapas, realizada na quinta-feira (27), as buscas se concentraram novamente em Caridade, município mais afetado pelos ataques. Oito suspeitos foram presos após troca de informações entre a Polícia Civil do Ceará (PCCE), a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro (DCLD) e o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD). O Ministério Público do Ceará (MPCE) também atua no caso e recentemente denunciou cinco homens por ataques a um ponto de internet que servia o Porto do Pecém.

Os crimes começaram após o CV exigir que empresas de internet pagassem uma “taxa” de R$ 20 por cliente. Com a recusa dos provedores, a facção iniciou uma série de ataques, incluindo incêndios a veículos, tiros contra sedes, vandalismo e corte de cabos de fibra óptica. As ações se concentraram em Fortaleza, Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Caridade, esta última a mais impactada.
Em fevereiro, 90% dos moradores de Caridade ficaram sem internet após criminosos destruírem a infraestrutura. Em 10 de março, cabos foram rompidos novamente, deixando a cidade sem conexão até dia 27, quando técnicos, escoltados pela polícia, conseguiram fazer os reparos, como informaram as forças de segurança.

Em coletiva de imprensa realizada na divulgação do balanço das ações ainda na última quinta-feira (27) o secretário Roberto Sá afirmou que os trabalhos desenvolvidos pelas forças de segurança contra os criminosos que têm realizado os ataques devem ser contínuos. “Nenhuma ação criminosa ficará sem uma resposta de investigação e de ação operacional. Estamos trabalhando com todas as forças nessa coalizão do bem, contra esses grupos criminosos. Solicitamos aqui o apoio da população com informações, via Disque-Denúncia 181. Não toleraremos o crime aqui no Ceará. Se insistirem nessa empreitada, serão identificados um a um e presos”.

Por Hyago Felix

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