O Ceará desponta como um dos protagonistas na transformação do setor de infraestrutura brasileiro, com a locação de equipamentos pesados ganhando cada vez mais força como alternativa estratégica. Um dos destaques é o Grupo Cordeiro, referência no Norte e Nordeste, que está no centro desse movimento ao investir R$ 120 milhões nos últimos três anos para renovar e expandir sua frota de 400 equipamentos, que hoje atende a projetos que vão desde a construção de rodovias à implantação de parques eólicos. Com infraestrutura reforçada, ampliou sua base no Complexo Logístico do Pecém em 150 mil metros quadrados, chegando a 1,15 milhão de m², consolidando sua capacidade de atender demandas logísticas complexas e de grande escala.
A locação se mostra vantajosa por vários motivos: acesso imediato a máquinas modernas, manutenção preventiva incluída, suporte técnico especializado e, sobretudo, menor comprometimento de capital com aquisição de ativos fixos. Como explica Aldelfredo Mendes, diretor comercial do Grupo Cordeiro, “a locação garante flexibilidade e produtividade em um mercado que exige soluções inteligentes, com alta performance e baixo risco financeiro.”
Nacional
Os dados nacionais endossam essa estratégia. De acordo com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), os investimentos em locação de equipamentos pesados no Brasil devem ultrapassar R$ 260 bilhões nos próximos anos. Já a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta crescimento de até 3,5% no setor da construção civil em 2025, sustentado por projetos habitacionais, obras urbanas e pela recuperação da cadeia produtiva do setor.
No Ceará, o avanço da construção civil, da mineração, da siderurgia e principalmente da energia renovável, com ênfase na geração eólica, tem sido o principal motor da demanda por equipamentos pesados. A instalação de novos parques eólicos exige não apenas guindastes e perfuratrizes, mas também soluções integradas de logística, transporte e armazenamento. Relatório da consultoria Mordor Intelligence projeta que o mercado mundial de locação de máquinas deve saltar de US$ 135 bilhões em 2023 para US$ 170 bilhões até 2029.
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