O mercado de commodities passou por um dia de forte volatilidade após o anúncio das tarifas impostas por Donald Trump a centenas de países. No início do pregão, as principais commodities agrícolas brasileiras despencaram, mas se recuperaram ao longo do dia — com exceção da soja.
A soja registrou uma das maiores quedas do dia, influenciada pela baixa de 1,70% na Bolsa de Chicago e pelas incertezas sobre a resposta da China às tarifas dos EUA.
Para Guto Gioielli, fundador do Portal das Commodities, o efeito das tarifas na relação comercial entre Brasil e China também é um ponto de atenção nas próximas semanas. Veja a análise na íntegra abaixo:
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Volatilidade no milho e incerteza no mercado
Ao lado da soja, do café e do petróleo, o milho está entre os produtos mais afetados pelas tarifas. O grão oscilou bastante ao longo do dia na B3, refletindo a incerteza dos investidores quanto as alíquotas. “O milho caiu forte na abertura, mas se recuperou e fechou acima do preço do dia anterior”, explicou Gioielli.
Gioielli destacou também a crescente produção de etanol de milho no Brasil, que pode alterar o equilíbrio entre oferta e demanda.
A produção para a safra 2025/26 deve atingir 9,89 bilhões de litros, um crescimento de 20% em relação ao ciclo anterior. Com isso, o consumo interno pode aumentar a ponto de exigir importações para atender à demanda nacional.
Petróleo e café sentem os efeitos do tarifaço
O petróleo foi impactado pela preocupação com uma desaceleração global, o que poderia reduzir a demanda por energia. Apesar de Trump não ter imposto tarifas ao petróleo importado, a commodity encerrou o dia em forte queda.
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O Brent para junho recuou 6,42%, a US$ 70,14 por barril, na ICE, enquanto o WTI para maio caiu 6,64% a US$ 66,95 por barril, na Nymex, ao final das negociações.
Já o café apresentou o mesmo ritmo do milho, iniciando o pregão em queda, mas se recuperando ao longo do dia. Guto classificou o desempenho como um movimento de correção, em relação aos pregões anteriores.
Apesar da recuperação, o contrato de café arábica para maio negociado nos Estados Unidos encerrou o dia em queda de 0,57%, aos US$ 386,65, enquanto os contratos negociados na Bolsa brasileira registraram uma leve alta de 0,19%.
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