Ações de tecnologia caem mais de 8% após Trump anunciar tarifas de até 46% em importações

As ações de tecnologia caem fortemente nesta quinta-feira, 3 de abril, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um novo pacote de tarifas comerciais que impacta diretamente a cadeia de produção global do setor. O mercado reagiu de forma intensa ao risco de uma nova guerra comercial, derrubando os papéis das maiores companhias de tecnologia listadas em Wall Street.

O índice Nasdaq-100, referência para o setor, registrou recuo superior a 4% e vive seu pior desempenho desde 2022. As ações de tecnologia caem em bloco, com destaque negativo para a Apple, que perdeu mais de 8% de seu valor de mercado, a maior queda desde 2020.

Apple lidera perdas após tarifas

A Apple foi a empresa mais afetada entre as chamadas “Sete Magníficas” (Magnificent Seven). A companhia fabrica a maioria de seus dispositivos na China, país diretamente atingido pelas novas tarifas, que agora somam até 34% para diversos produtos. O impacto da nova política tributária afeta sua cadeia de produção e aumenta o custo final dos produtos.

O presidente Trump também anunciou tarifas de 46% sobre produtos do Vietnã e de 20% sobre importações da União Europeia, além de uma tarifa geral de 10% sobre todas as importações. A medida foi descrita como uma “declaração de independência econômica”.

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Outras gigantes também registram perdas

Além da Apple, outras empresas do setor também foram duramente atingidas. Meta e Nvidia caíram mais de 6% cada, enquanto Tesla e Amazon acompanharam o movimento de queda. Microsoft e Alphabet, controladora do Google, registraram recuo próximo de 2%.

A Nvidia, por exemplo, depende de fábricas em Taiwan e de montagem de seus sistemas no México. Já a Tesla mantém parte da sua produção na China, o que também a torna vulnerável às mudanças tarifárias. O cenário reforça a percepção de que as ações de tecnologia caem diante de pressões regulatórias e comerciais.

Queda generalizada entre empresas de chips e software

O impacto das tarifas não ficou restrito às big techs. Empresas do setor de semicondutores, como Marvell Technology, Arm Holdings e Micron Technology, recuaram mais de 8%. Broadcom e Lam Research caíram 6%, enquanto a AMD perdeu mais de 4%.

No setor de software, papéis de empresas como ServiceNow e Fortinet também registraram perdas superiores a 5%. O recuo reforça o entendimento de que o impacto das tarifas é amplo e afeta toda a cadeia de valor da indústria de tecnologia.

China promete retaliação

As novas tarifas foram anunciadas após o fechamento dos mercados na quarta-feira (2), e rapidamente provocaram resposta internacional. O Ministério do Comércio da China pediu o cancelamento imediato das medidas e prometeu adotar “contramedidas firmes”.

Com a escalada de tensões entre EUA e China, cresce o temor de uma nova guerra comercial, nos moldes da que ocorreu entre 2018 e 2019. A possibilidade de um ciclo de retaliações mútuas preocupa investidores e analistas, sobretudo porque pode impactar cadeias de suprimentos e pressionar custos.

Investimentos e discurso de Trump

Durante o anúncio oficial, Trump chegou a elogiar empresas como a Apple, que prometeu investir cerca de US$ 500 bilhões nos EUA nos próximos quatro anos. Ainda assim, as medidas tarifárias atingem diretamente o modelo de negócios dessas companhias, altamente dependentes de operações globais e cadeias de produção descentralizadas.

As ações de tecnologia caem apesar de promessas de reinvestimentos no mercado doméstico, evidenciando a dificuldade de reverter rapidamente a exposição ao comércio internacional. A leitura predominante é que os impactos negativos de curto prazo superam os potenciais benefícios esperados no médio prazo.

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Ações de tecnologia caem

Com as novas tarifas comerciais impostas por Trump, as ações de tecnologia caem de maneira generalizada, puxadas por Apple, Nvidia, Meta e outras gigantes do setor. A reação negativa do mercado reflete a preocupação com a escalada de tensões comerciais e o impacto nas cadeias de suprimentos da indústria.

A forte queda do Nasdaq-100 e a reação imediata da China reforçam o temor de uma guerra comercial mais ampla. Diante desse cenário, investidores deverão adotar uma postura mais cautelosa, reavaliando riscos geopolíticos nas estratégias de alocação para o setor de tecnologia em 2025.

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