A facção criminosa Tren de Aragua, originária da Venezuela, ampliou sua atuação no Brasil, explorando o tráfico de mulheres e outras atividades ilegais. Aproveitando a crise social e econômica no país vizinho, o grupo atrai mulheres em situação de vulnerabilidade para o território brasileiro com promessas de trabalho e melhores condições de vida. No entanto, ao chegarem, muitas acabam forçadas à exploração sexual e submetidas a um rígido controle dos criminosos.
Segundo investigações da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco) de Roraima, o Tren de Aragua também está envolvido no tráfico de armas, abastecendo facções como o PCC e o Comando Vermelho. Além disso, mantém pontos de venda de drogas e facilita o transporte de cargas ilícitas.
“A maioria das vítimas são venezuelanas que enfrentam fome e miséria. Elas são convencidas a vir para o Brasil com promessas falsas e, ao chegarem, são controladas pela facção em casas de prostituição”, afirmou o delegado Wesley Costa Oliveira.
Para muitas dessas mulheres, a realidade se torna ainda mais brutal quando se endividam com os criminosos. Algumas acabam dependentes de drogas e, quando não conseguem pagar suas dívidas, são mortas como forma de intimidação para outras vítimas.
As autoridades seguem investigando a atuação da facção e reforçando o combate ao tráfico humano na região.
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