Com o termômetro subindo, o consumo de sorvete também acompanha a escalada. Em 2024, o mercado global de sorvetes viveu um ciclo de aquecimento e tudo indica que 2025 manterá o ritmo. Segundo pesquisa da Milkpoint, o setor deve registrar um crescimento mundial de 4,1% até o fim do ano, impulsionado pela inovação em sabores e formas de consumo, e pelo apelo cada vez maior de produtos artesanais e naturais. No Brasil, onde o clima tropical favorece o consumo, o Ceará desponta como um dos protagonistas da expansão regional.
Atualmente, o estado nordestino ocupa a quinta posição no ranking nacional dos maiores mercados de sorvete e já é o segundo no Nordeste, conforme dados da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete). “O investimento em tecnologia de ponta, em qualidade e no treinamento de colaboradores tem sido fundamental para o crescimento e consolidação desse mercado. Para 2025, temos uma grande expectativa de continuidade desse cenário positivo”, destaca Edgard Segantini Júnior, presidente do Sindsorvetes, o sindicato da categoria no Ceará.
Vitalidade
Um exemplo concreto da vitalidade do setor no estado é a Benevolo Café e Gelato, que há oito anos aposta em um modelo artesanal, alinhado ao paladar exigente do consumidor contemporâneo. “Esse crescimento vem pelas inovações, pelas gourmetizações e pelas formas diferentes de trabalhar com o Gelato. Vemos também um avanço no mercado de milkshakes, que são outra maneira de apresentar o sorvete”, afirma o CEO da empresa, Jefferson Dewis. A marca prioriza produtos sem conservantes ou corantes, feitos com frutas regionais e técnicas italianas, ampliando o apelo por um sorvete mais saudável e sofisticado.
Os números comprovam o bom momento: segundo o Sindsorvetes, o mercado de sorvetes do Ceará cresceu 25% em 2024 em relação ao ano anterior. Hoje, estima-se que o setor reúna mais de 100 estabelecimentos, empregando diretamente cerca de 1,2 mil pessoas e gerando aproximadamente 6,4 mil empregos indiretos.
Outro nome forte no cenário regional é a Sorvetes Frosty. Com mais de 100 lojas espalhadas por seis estados do Nordeste — Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraíba —, a empresa liderada por Segantini Júnior tem sido um motor importante na economia local. Seu modelo híbrido de varejo e atacado, que oferece preços acessíveis a partir da compra de cinco unidades, contribui não só para o volume de vendas, como também para a democratização do consumo.
Para o conselheiro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), o economista Paulo Henrique Arruda, a forte presença no delivery e criação de lojas próprias têm sido fatores decisivos para a expansão do setor e fortalecimento das marcas. “Além disso, o sorvete deixou de ser apenas um item consumido em dias quentes e passou a fazer parte do cardápio de muitas pessoas o ano todo, seja como sobremesa, seja como ingrediente em novas receitas. O apelo emocional do produto e sua versatilidade ajudam a impulsionar as vendas, especialmente quando combinados com estratégias eficazes de marketing e personalização da marca”.
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