A Polícia Civil do Ceará (PCCE) esclareceu o homicídio do adolescente Henrique, de 16 anos, ocorrido em dezembro do ano passado em Jericoacoara. Durante a investigação, foi descartada qualquer ligação do jovem com facções criminosas. Ele foi sequestrado e morto por criminosos que, ao acessarem seu celular, fizeram um julgamento equivocado sobre seu suposto envolvimento com o crime organizado.
De acordo com o diretor de Polícia Judiciária do Interior Norte, delegado Marcos Aurélio de França, oito pessoas foram identificadas por participação no crime. Dessas, seis já foram capturadas, uma morreu em confronto com a Polícia Militar e outra segue foragida, com mandado de prisão em aberto.
“Não há nenhum indício de que o adolescente tinha envolvimento com organização criminosa. Os autores do crime fizeram essa interpretação errada ao acessar o celular da vítima”, afirmou o delegado Marcos Aurélio.
Sequestro e assassinato
O delegado Júlio Moraes, titular da Delegacia de Jijoca de Jericoacoara, explicou que o adolescente viajou para Jericoacoara com o pai para passar férias. Na noite do crime, os dois estavam na praça da vila quando Henrique decidiu voltar sozinho para a pousada. No caminho, foi sequestrado por um grupo de criminosos.
O desaparecimento foi registrado pelo pai da vítima, e a polícia iniciou as investigações a partir das imagens de segurança da região. O vídeo registrou toda a ação criminosa e ajudou na identificação dos envolvidos.
“Conseguimos identificar cada um dos suspeitos com o apoio da Polícia Militar, que teve um papel fundamental na operação”, destacou Júlio Moraes.
Crime sem justificativa
Após ser sequestrado, Henrique foi levado para uma praia deserta, onde foi morto a tiros. O corpo foi encontrado posteriormente em uma lagoa no município de Jijoca de Jericoacoara.
Durante a coletiva, os delegados enfatizaram que a polícia não encontrou nenhuma evidência de que o adolescente tivesse qualquer envolvimento com o crime organizado.
“Os próprios criminosos criaram essa narrativa para justificar o crime. Mas, como nunca apreendemos o celular da vítima, não há qualquer prova disso. O que sabemos é que ele foi sequestrado, morto e teve o corpo descartado de forma cruel”, concluiu Júlio Moraes.
Os suspeitos presos vão responder por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. A Polícia Civil segue em busca do último foragido.
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