
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na manhã da última terça-feira (1), uma das maiores apreensões de cocaína do ano no Brasil. Durante uma fiscalização de rotina na BR-487, na altura de Alto Paraíso, município localizado na divisa entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul, agentes abordaram uma carreta carregada com soja e encontraram um total de 673,5 quilos da droga escondidos sob a carga do grão.
O motorista do veículo, um homem de 52 anos, natural de Ponta Porã (MS), revelou às autoridades que a cocaína foi embarcada na cidade de Amambai, também no Mato Grosso do Sul, e tinha como destino final Paranaguá, no litoral do Paraná. O porto do município, considerado o maior terminal graneleiro da América Latina, tem sido frequentemente utilizado por traficantes para enviar grandes carregamentos de entorpecentes para o continente europeu.
De acordo com informações da PRF, essa foi a maior apreensão de cocaína realizada pela corporação no Brasil em 2024 até o momento. Apenas no Paraná, as forças de segurança já confiscaram aproximadamente 1,2 tonelada da substância ilícita desde o início do ano, evidenciando o crescimento das tentativas de tráfico de drogas na região.
A ação foi resultado de um trabalho minucioso de fiscalização e inteligência policial, que tem reforçado o combate ao tráfico de drogas nas rodovias federais do país. A abordagem ocorreu após os agentes notarem sinais de nervosismo por parte do condutor, o que levou à inspeção detalhada da carga. Durante a vistoria, os tabletes de cocaína foram localizados sob a soja, acondicionados de maneira a dificultar sua detecção.
O motorista foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Federal para prestar depoimento. Ele poderá responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico, cujas penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.
A PRF reforça a importância das abordagens nas rodovias como ferramenta essencial no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, evitando que grandes quantidades de entorpecentes cheguem ao mercado ilegal e abasteçam redes criminosas dentro e fora do Brasil.
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