Radar Diário de Ações – 28/03/2025

Chegou a hora de mergulhar no seu Radar Diário de Ações – 28/03/2025. Hoje, temos uma combinação intensa de resultados corporativos, movimentações estratégicas, decisões políticas que repercutem no mercado e atualizações que podem moldar os próximos passos das ações na Bolsa. Prepare-se para um conteúdo completo, pensado para você, investidor atento que busca mais do que manchetes. Vamos juntos.


Mineração e Energia

Aura Minerals (AURA33)

A Aura iniciou o ramp-up da Mina Borborema, no Rio Grande do Norte. A mina e a planta já estão operacionais e a produção comercial é esperada para o terceiro trimestre de 2025. Com isso, a expectativa da empresa é que Borborema se torne sua segunda maior operação anual dentre as cinco em atividade. A ação AURA33 tende a reagir positivamente à medida que a produção avance, e a geração de caixa futura se torne mais previsível. Um reforço importante para a tese da companhia.

Petrobras (PETR3, PETR4)

A Petrobras concluiu a modernização do Trem 1 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) em Ipojuca, Pernambuco. O investimento de aproximadamente R$ 93 milhões elevou a capacidade da unidade de 115 mil para 130 mil barris por dia. O upgrade reforça a capacidade da estatal em atender à demanda interna com produtos de maior valor agregado, além de ser mais um marco no plano de refino.


Financeiro

Banco Bmg (BMGB4)

O conselho aprovou o pagamento de JCP de R$ 58,3 milhões, equivalente a R$ 0,10 por ação (R$ 0,085 líquido). Os investidores devem estar posicionados até 2 de abril para garantir o recebimento, com ações ficando ex a partir de 3 de abril. O pagamento será realizado em 15 de abril de 2025.


Governança Corporativa

Eletrobras (ELET3)

O governo federal indicou o ex-ministro Guido Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras, além de sugerir os nomes de Silas Rondeau, Maurício Tomalsquim e Nelson Hubner para o Conselho de Administração. A indicação reacende o debate sobre a influência política na companhia, privatizada em 2022, e pode gerar volatilidade nas ações até que a empresa se pronuncie oficialmente.

Eneva (ENEV3)

A Eneva propôs a reeleição de cinco membros e a entrada de dois novos nomes: André Santos Esteves e Rodrigo Santos Coutinho Alves no Conselho. A deliberação ocorrerá na AGO marcada para 30 de abril, às 11h, e pode sinalizar novos rumos estratégicos na gestão da companhia.


Construção e Imobiliário

Even (EVEN3)

A Even reportou prejuízo de R$ 13,9 milhões no 4T24, ante lucro de R$ 57,1 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida foi de R$ 450,3 milhões, queda de 18,7% a/a. O EBITDA ajustado despencou para R$ 1,26 milhão, muito abaixo das projeções. A margem EBITDA foi de apenas 0,3%, o que mostra um trimestre bastante desafiador para a companhia.

JHSF (JHSF3)

Em contrapartida, a JHSF surpreendeu positivamente. A empresa reportou lucro líquido de R$ 410,8 milhões no 4T24, com EBITDA ajustado de R$ 272,7 milhões, bem acima da estimativa de mercado (R$ 176,8 milhões). A margem EBITDA ajustada chegou a 50%, refletindo uma performance operacional robusta e um bom momento para os ativos premium da companhia.


Saúde & Educação

Oncoclínicas (ONCO3)

Apesar da receita líquida de R$ 1,57 bilhão (+9,2% a/a), a Oncoclínicas reportou prejuízo de R$ 759,2 milhões, revertendo lucro de R$ 87 milhões no 4T23. O EBITDA ajustado ficou estável em R$ 272,1 milhões, mas a margem EBITDA caiu para 17,4% (de 18,9% a/a). A dívida líquida/EBITDA caiu para 2,8x, um bom sinal.

Panvel (PNVL3)

A Panvel trouxe números consistentes. O lucro líquido do 4T24 foi de R$ 32,5 milhões (+4,5% a/a), e o EBITDA ajustado de R$ 81,9 milhões cresceu 19,2%, com margem EBITDA de 5,7%, recorde trimestral. O varejo também se destacou com EBITDA de R$ 161,9 milhões (+27%) e melhora de margem de 0,8 p.p.

Ser Educacional (SEER3)

A Ser reportou lucro ajustado de R$ 36,3 milhões, dobrando o resultado do 4T23. O EBITDA ajustado foi de R$ 122,5 milhões, com margem de 23,4%, em linha com as expectativas. A base de alunos atingiu 330.284. No entanto, o resultado contábil mostrou prejuízo líquido de R$ 30,2 milhões, influenciado por efeitos não recorrentes.


Telecomunicações

TIM (TIMS3)

Os acionistas aprovaram a distribuição de dividendos complementares de R$ 2,05 bilhões (R$ 0,8472/ação), com pagamento em três parcelas: abril, julho e outubro. A data de corte será em 3 de abril. Além disso, foi aprovado o grupamento de ações na proporção 100:1, seguido por desdobramento, sem alteração no capital social total.


Industrial & Manufatura

Tupy (TUPY3)

A Tupy reportou receita líquida de R$ 2,49 bilhões, queda de 4,9% a/a. O mercado interno cresceu 13%, mas o externo recuou 14%. O EBITDA ajustado ficou em R$ 252,4 milhões, praticamente estável, e a margem EBITDA subiu para 10,1% (vs. 9,5% a/a).


Matérias-primas

Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3)

Segundo dados da Steelhome, os estoques de minério de ferro nos portos da China caíram 0,6% na semana, somando 137,6 milhões de toneladas. O minério brasileiro representa 48,4 milhões de toneladas, com queda de 0,4% na semana e 3,9% no ano. A leitura é de um mercado ainda ajustado, o que pode beneficiar produtores brasileiros.


Distribuição e Logística

Viveo (VVEO3)

A Viveo reportou prejuízo ajustado de R$ 50,2 milhões, revertendo lucro de R$ 52,3 milhões no 4T23. A receita líquida subiu 1,1% (R$ 2,94 bilhões) e o EBITDA ajustado foi de R$ 164,1 milhões, queda de 19% a/a, mas ainda assim acima das expectativas de mercado.

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