A 22ª edição do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz foi marcada pelo reconhecimento da luta por igualdade de direitos, combate à violência contra a mulher e a necessidade de ampliar a presença feminina nos espaços de poder. A premiação do Senado Federal foi entregue, nessa quinta-feira (27), a 19 personalidades que se destacam na defesa dos direitos das mulheres.
A honraria faz homenagem a quem reflete a diversidade da luta feminina, com representantes da política, da ciência, do Judiciário, da cultura, do ativismo social e do empreendedorismo. Uma das agraciadas, a juíza do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Bruna dos Santos Costa Rodrigues, contou ser vítima de racismo e alvo de desconfiança da competência, mesmo estando em cargo público de poder.
Um exemplo claro, segundo ela, do machismo, do racismo e do sexismo estrutural. A magistrada disse que, às vezes, “cansa resistir”, mas entende a responsabilidade que cada uma tem na missão de “abrir caminhos”. “Cansa lutar pela paridade, cansa falar da igualdade de gênero, cansa falar sobre o racismo e sobre o machismo. E chega um momento em que a gente pensa até em desistir. Mas não, nós temos um chamado, temos uma missão.”
A senadora Leila Barros (PDT/DF), uma das parlamentares que conduziram a sessão especial, destacou que a premiação reforça o papel do Senado na luta pela equidade de gênero. “Um quarto de século já transcorrido desde a primeira edição deste prêmio e ainda precisamos estar aqui reivindicando direitos: direito pela equiparação de oportunidades, direito pela divisão do trabalho doméstico, direito pela efetiva inclusão social e, pasmem, direito até mesmo à integridade física”, disse. (Com Agência Senado).
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