Consignado CLT registra R$ 1,28 bilhão em empréstimos em uma semana


Desde o início da operação, na sexta-feira passada (21), foram firmados 193.744 contratos, entre mais de 11,6 milhões de propostas enviadas por trabalhadores por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. O programa Crédito do Trabalhador (o consignado CLT), que permite empréstimos consignados para trabalhadores com carteira assinada, registrou R$ 1,28 bilhão em empréstimos concedidos nos sete primeiros dias de vigência, segundo dados da Dataprev repassados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O balanço foi fechado às 17h desta quinta-feira (27).
Desde o início da operação, na sexta-feira passada (21), foram firmados 193.744 contratos, entre mais de 11,6 milhões de propostas enviadas por trabalhadores por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. O valor médio contratado foi de R$ 6.623,48, com parcelas mensais de R$ 347,23, a serem pagas, em média, ao longo de 19 meses.
Grande procura e orientação para cautela
O ministro em exercício do Trabalho, Francisco Macena, alertou para o uso consciente da linha:
“Esse grande volume de recursos em apenas sete dias mostra a necessidade dos trabalhadores por crédito. Porém, os empréstimos devem ser feitos com calma, sem ansiedade, avaliando bem as condições e buscando a proposta mais vantajosa. É recomendável, inclusive, aguardar um número maior de instituições financeiras apresentarem suas ofertas.”
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O que é o Crédito do Trabalhador
O Crédito do Trabalhador foi instituído pela MP nº 1.292, permitindo empréstimos consignados para 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e funcionários de MEIs.
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Reprodução/TV Globo
A contratação é feita exclusivamente pelo app da Carteira de Trabalho Digital, que envia os dados do trabalhador (nome, CPF, salário e tempo de empresa) às instituições financeiras habilitadas pelo governo federal. A partir da análise, o trabalhador recebe ofertas em até 24 horas e escolhe a mais vantajosa.
As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, respeitando a margem consignável de até 35% do salário. Caso o trabalhador seja demitido, poderá usar até 10% do saldo do FGTS ou 100% da multa rescisória como garantia. O valor restante será cobrado no novo vínculo empregatício.
Cancelamento e migração
O trabalhador tem até 7 dias corridos após o recebimento do crédito para cancelar o empréstimo, com devolução integral do valor à instituição financeira. A partir de 25 de abril, será possível também migrar para uma proposta mais vantajosa, mesmo após a contratação inicial.
Além disso, quem já tem um consignado poderá transferir o contrato para o novo modelo do programa a partir da mesma data.
Perspectiva de crescimento
Segundo a Febraban, o crédito consignado no setor privado já soma 3,8 milhões de contratos, com mais de R$ 40 bilhões contratados. A expectativa do governo federal é que, em quatro anos, cerca de 25 milhões de trabalhadores tenham acesso ao Crédito do Trabalhador, impulsionando a inclusão financeira com juros mais baixos.
A partir de 25 de abril, todas as instituições financeiras interessadas poderão oferecer a linha também por meio de seus canais digitais. Já a portabilidade de crédito estará disponível a partir de junho de 2025.
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