“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.”
Abraham Lincoln
Há 2.500 anos, na Grécia, Férques convocou o povo para a praça pública e decidiu tudo pelo voto. Ali nasceu a mais antiga e duradoura invenção do homem, uma invenção social da humanidade, assim como a roda, a pólvora, a eletricidade, o rádio, a televisão e a internet. O homem mudou o mundo, mas quem mudou o homem foi o voto. O voto fez o homem ser e saber ser igual. Não enche a barriga, mas derruba tiranias.
Como o Brasil chegou à atual desorganização financeira em que se encontra? Embora parte da velha mídia brasileira insista em “maquiar” a imagem real da desgastada administração do presidente Lula, a realidade nos mostra que o atual governo federal é considerado pela maioria da população um verdadeiro fracasso. Todas as pesquisas recentemente divulgadas estão aí para comprovar esse fato. E até no meio empresarial já se reconhece a impotência de Lula para cortar gastos e reduzir o tamanho da ineficiente máquina governamental federal. Apenas uma minoria da sociedade — a que tem a “cabeça feita” pelas chamadas “bolhas” (os influenciados pela mídia, os filiados ao PT, a bolha das universidades públicas, a ala da Teologia da Libertação da Igreja Católica etc.) — ainda acredita (ou finge acreditar) que o PT, Lula e Janja conseguirão “dar a volta por cima” neste estado de maldição que o país vive.
Esse preâmbulo me faz lembrar essa desgraça que é o Brasil de hoje, o que me levou, em artigo anterior, a dizer que, não fosse essa tragédia, a reeleição não teria existido, e Lula da Silva jamais teria chegado ao poder.
Vejamos: a eleição de Fernando Henrique foi providencial, sucedendo Collor de Mello e Sarney, em um período de inflação incontrolável que destruía o Brasil e sua economia. Não havia perspectiva de uma solução — que, por sinal, aconteceu. Sua popularidade estava no auge. Mas, com o crime da reeleição, tudo foi por água abaixo. Inclusive, ele implantou essa figura nefasta que foi o Mensalão. O pior ainda estava por vir: para que sua reeleição acontecesse, gastou-se uma fortuna fabulosa. Se ele não tivesse imposto a reeleição a qualquer custo, poderia ter erigido qualquer outro candidato. Seu segundo mandato já começou desgastado e tomou um rumo totalmente diferente do primeiro. As privatizações apressadas foram um fator de desgaste, e ele jamais elegeria seu sucessor, como foi o caso de José Serra.
O resultado? O descontrole das finanças públicas, a farra das emendas parlamentares e um retrocesso que jamais imaginávamos enfrentar.
A palavra “reeleição” rima com “corrupção”. Foi uma vitória da corrupção nos três níveis: federal, estadual e municipal. Quando Fernando Henrique aprovou a sua própria reeleição, Paulo Brossard (deputado federal e senador pelo Rio Grande do Sul, depois ministro da Justiça e ministro do Supremo Tribunal Federal) escreveu:
“A reeleição é um insulto à nação; aos 180 anos do Brasil independente, bem como a todos os homens públicos íntegros que governaram este país.”
HUMBERTO MENDONÇA
EMPRESÁRIO
O post Fernando Henrique Cardoso, pai e avô da maldição apareceu primeiro em O Estado CE.