A Telefônica Brasil obteve um lucro líquido de R$ 1,76 bilhão no quarto trimestre de 2024, 10,1% maior em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é atribuído principalmente ao aumento do lucro operacional e à redução da despesa financeira líquida.
No acumulado do ano, a empresa obteve um lucro líquido de R$ 5,54 bilhões, alta de 10,3% em relação a 2023. Já o lucro por ação (EPS) aumentou em 11,3%, refletindo o cancelamento de 21,9 milhões de ações em tesouraria no fim do ano.
Apesar dos resultados apresentados, a Telefônica Brasil aparece entre as maiores baixas do Ibovespa na manhã desta quarta-feira (26), com ações em queda de 6,75%, cotadas a R$ 49,88, devido às ressalvas das casas de análise.
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Receita e desempenho operacional da Telefônica
O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) da Telefônica Brasil gerou uma despesa de R$ 406 milhões, o que representa uma queda de 45,7% na comparação anual.
A receita operacional líquida atingiu R$ 14,58 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 7,7% na comparação anual. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 6,19 bilhões no período, alta de 7,8%.
No consolidado de 2024, a receita operacional foi de R$ 55,84 bilhões, avanço de 7,2% frente ao ano anterior; enquanto o Ebitda anual ficou em R$ 22,88 bilhões, revelando um aumento de 7,1%.
Por segmentos, a receita de serviço móvel cresceu 7% no trimestre, enquanto a receita de fibra óptica (FTTH) aumentou 12,4%. No segmento corporativo, incluindo dados, tecnologia da informação e serviços digitais, houve alta de 21,1%.
Crescimento da base de clientes
A Vivo encerrou 2024 com 116 milhões de acessos, o que corresponde a um aumento de 2,7% na comparação anual. No segmento pós-pago, a base cresceu 7,6%, atingindo 66,5 milhões de clientes, impulsionada pela migração de usuários do pré-pago e aquisição de novos clientes.
A receita de pós-pago subiu 9,1% no trimestre, representando 84,2% da receita total de serviços móveis. Já a receita de pré-pago caiu 3,3%, refletindo a migração de clientes para planos controle.
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Distribuição de proventos da Telefônica Brasil
Para 2025, a empresa planeja a remuneração aos acionistas no valor de R$ 4,45 bilhões, somando os proventos de Juros sobre Capital Próprio (JCP), redução de capital social e recompra de ações.
O pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) será no valor de R$ 2,25 bilhões para acionistas com posição nos trimestres anteriores e tem previsão de pagamento em 8 de abril.
Novo programa de recompra de ações
O conselho de administração da Telefônica Brasil aprovou um novo programa de recompra de ações para os anos de 2025 e 2026, visando otimizar a alocação de capital e gerar valor para os acionistas.
A iniciativa prevê a aquisição de até 34,7 milhões de ações ordinárias, com um valor máximo de R$ 1,75 bilhão, na Bolsa de Valores. As ações terão preços de mercado e poderão ser mantidas em tesouraria, canceladas ou revendidas.
Durante 2024, a empresa recomprou quase 30 milhões de ações, das quais 21,9 milhões foram canceladas. O novo programa terá início em 26 de fevereiro de 2025 e será intermediado por bancos como BTG Pactual, Itaú, Morgan Stanley e Citigroup.
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