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Futebol profissional e as categorias de base do Ferrão passam a ser de responsabilidade da empresa MAKES
A Assembleia Geral da última terça-feira (25), na Vila Olímpica Elzir Cabral, aprovou a venda de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Ferroviário para a empresa MAKES. Na apuração final, 97 sócios do Ferrão assinaram a lista de presença com 78 votos a favor da proposta, 12 contra e 7 abstenções.
Com isso, a gestão do futebol profissional do Ferrão, assim como as categorias Sub-20 e Sub-17, passa a ser de responsabilidade do grupo europeu. Conforme os termos assinados, o investimento mínimo no futebol pelos próximos 10 anos será condicionado à divisão do clube no Campeonato Brasileiro.
O patrimônio do clube permanece sob posse do clube associativo, porém a SAF terá direito de uso integral da estrutura, mediante um contrato de comodato pelos próximos 20 anos. Como o acordo não prevê pagamento de aluguel, a MAKES se compromete a realizar melhorias no CT, com um investimento de R$ 8 milhões até 2029.
“A partir de agora seremos todos um. Vamos todos com calma para que o Ferroviário seja grande e, se possível, ainda melhor. Quero dizer que, para nós, não há divisões. Não há os os que votaram a favor e os que votaram contra ou os que são amigos ou não são amigos. A partir de hoje, é só uma palavra: Ferroviário. Nós queremos o bem do clube. Vamos cumprir aquilo que prometemos e fazer do Ferroviário melhor ainda. A história do clube é muito rica e vai continuar a ser. Vamos escrever páginas ainda mais bonitas e melhores para o Ferrão“, disse Pedro Roxo, empresário português que representa a MAKES.
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Pedro Roxo, representante da SAF do Tubarão. Foto: Lenílson Santos/FAC
Termos da SAF aprovada pelo Ferroviário
Patrimônio e Uso da Vila Olímpica Elzir Cabral
O patrimônio físico do clube (Vila Olímpica Elzir Cabral) não faz parte da negociação e permanecerá sob posse do Ferroviário Atlético Clube. No entanto, por meio de um contrato de comodato válido por 20 anos, o Ferroviário SAF terá direito de uso integral da estrutura, ficando responsável pelo pagamento das folhas salariais dos funcionários administrativos e pela manutenção do local. O contrato de comodato não prevê pagamento de aluguel, mas tem como contrapartida investimentos em melhorias no CT de R$ 8 milhões até 2029.
Obrigações de Investimento no Futebol
A proposta prevê uma garantia mínima de orçamento para investimento no futebol pelos próximos 10 anos, conforme a divisão abaixo:
- Série D – R$ 10 milhões por ano
- Série C – R$ 15 milhões por ano
- Série B – R$ 25 milhões por ano
- Série A – R$ 50 milhões por ano
Termos Financeiros – Aquisição e Investimentos
Valor total de “Equity” na proposta: R$ 13,3 milhões (antes era R$ 13 milhões):
- R$ 500 mil – Entrada (30 dias após assinatura para pagamento de taxas referentes a registros da SAF)
- R$ 1,8 milhões – Pagamento de mútuos de terceiros (antes não estava previsto este valor)
- R$ 3 milhões – Pagamento de dívidas do clube (agora condicionado à entrada do clube em Recuperação Judicial ou por uma das formas previstas no artigo 13 da Lei 14.193/2021)
- R$ 8 milhões – Investimentos na Vila Olímpica Elzir Cabral (agora sem previsão de aporte no primeiro ano, podendo ocorrer até 2029)
Participação do Ferroviário nas Receitas da SAF
O Clube terá as seguintes participações percentuais nas receitas da SAF:
- 10% de todo e qualquer contrato publicitário
- 5% do programa de sócio-torcedor (antes era 10%)
- 25% do lucro obtido na venda de produtos oficiais pela loja oficial
Identidade e Símbolos do Clube
Nome, cores e símbolos do Ferroviário NÃO fazem parte da negociação e continuarão sendo regidos pelo clube associativo, conforme previsto no Estatuto Social.
Estrutura de Governança na SAF
O Ferroviário Atlético Clube terá representação limitada na gestão da SAF, com participação minoritária nos conselhos:
- 1 cadeira de 5 no Conselho de Administração
- 1 cadeira de 3 no Conselho Fiscal
- A Diretoria da SAF será eleita pela maioria do Conselho de Administração.
Pontos de Risco bem definidos
Conforme solicitação dos conselheiros, em última reunião, já encaminhadas e bem recebidas à MAKES, os pontos de risco serão discutidos e incluídos no documento de Acordo de Acionistas, a saber: cláusula de reversão de ações, de tal forma que permita o clube retomar o controle da SAF em caso de descumprimento das condições avençadas com regras claras, nível máximo de endividamento e prestação, e acompanhamento de contas semestrais.