Inflação acelera em Fortaleza e chega a 1,10% em fevereiro

A cidade de Fortaleza e a Região Metropolitana (RMF) registraram uma inflação de 1,10% em fevereiro de 2025, segundo apontou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nessa terça-feira (25/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual representa uma forte aceleração em relação a janeiro, quando o índice havia sido de 0,21%.

Com isso, a RMF apresentou a nona maior variação entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas, ficando à frente de Goiânia (0,99%) e Porto Alegre (1,08%). No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação em Fortaleza atingiu 4,71%, refletindo a pressão sobre os preços em segmentos essenciais para o orçamento das famílias.

Educação e habitação
Os grupos que mais influenciaram a alta inflacionária em fevereiro na RMF foram Educação (4,98%) e Habitação (4,21%), impactados por reajustes no setor educacional e no custo da energia elétrica. Por outro lado, alguns setores apresentaram variações negativas, contribuindo para segurar a alta do índice: Transportes (-0,36%), Vestuário (-0,13%) e Despesas Pessoais e Comunicação (-0,50%) registraram quedas nos preços médios.

Para os próximos meses, a trajetória da inflação dependerá da dinâmica dos preços administrados, da política monetária do Banco Central e das oscilações do setor de serviços, que tende a manter pressões inflacionárias no primeiro semestre. O desafio para a economia é equilibrar o crescimento sem comprometer o poder de compra das famílias.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Anderson Passos Bezerra, historicamente, a cidade tem uma inflação acima da nacional. “Não é incomum isso ocorrer, principalmente puxado por alimentos e despesas pessoas, mas com a escalada do dólar, que baixou, mas segue em alta, a tendência é que isso realmente ocorra, momento de inflação e em Fortaleza não poderia ser diferente”, disse.

Nacional
No cenário nacional, o IPCA-15 teve alta de 1,23% em fevereiro, um aumento significativo em relação a janeiro (0,11%). Com isso, o índice acumula 1,34% no ano e 4,96% nos últimos 12 meses, superando os 4,50% registrados nos 12 meses anteriores. Dentre os nove grupos pesquisados, o destaque ficou com Habitação (4,34%), que teve o maior impacto no índice do mês (0,63 p.p.), impulsionado pelo aumento de 16,33% na energia elétrica residencial.

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