Lucro do BNDES cresce 20,5% em 2024, para R$ 26,4 bilhões

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lucrou R$ 26,4 bilhões em 2024, um crescimento de 20,5% em relação ao ano anterior. O desempenho teve grande impacto do resultado positivo de sua carteira de ações e de revisão de classificação de risco de crédito.

Em entrevista nesta terça-feira (25) para detalhar o balanço, o banco afirmou ter atingido “a maior injeção de crédito da história do banco”, com aprovações e garantias a financiamentos no valor de R$ 276,5 bilhões. O valor, porém, não considera a inflação do período.

O volume de aprovações de financiamentos pelo BNDES cresceu 22% em relação ao ano anterior. Apesar do anúncio de recorde, o valor registrado ainda é menor do que os R$ 366,6 bilhões verificados em 2014, último ano da fase mais expansionista do banco.

Em 2024, os desembolsos do BNDES aumentaram 17%, para R$ 133,7 bilhões. E as consultas por novos financiamentos cresceram 21%, para R$ 327,7 bilhões. “São resultados muito fortes, tivemos avanços muito expressivos”, disse nesta terça-feira (25) o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Ele celebrou o crescimento da demanda pela indústria, que pela primeira vez desde 2017 ficou à frente do agronegócio nas aprovações de financiamentos pelo banco. “Isso mostra o sucesso das políticas voltadas para o fortalecimento da indústria”, reforçou o diretor da área financeira do BNDES, Alexandre Abreu.

O banco informou que o lucro líquido recorrente foi de R$ 13,2 bilhões, alta de 11,1% em relação ao 2023. A diferença é explicada por eventos não recorrentes, como o resultado positivo de R$ 3,4 bilhões em revisão de classificação de risco.

Receitas com dividendos e juros sobre o capital próprio não incluídas no lucro recorrente somaram R$ 10,4 bilhões, basicamente oriundas da Petrobras e da JBS. A diretoria do banco criticou a gestão anterior, que tinha entre suas prioridades a redução da participação acionárias em empresas.

“Se tivéssemos vendido essas ações, teríamos perdido esse dinheiro”, afirmou Abreu. Ele ressaltou que a valorização dos papeis também contribuiu com o resultado positivo do BNDES. Ao fim de 2024, a carteira de ações do banco somou R$ 82 bilhões, com destaque para Petrobras, Eletrobras, JBS e Copel.

Durante a entrevista desta terça, a direção do BNDES respondeu a críticas sobre o crescimento do banco sob Lula. Disse que, em 2024, o BNDES representou apenas 1,4% de todo o fluxo de crédito da economia, valor equivalente ao viso antes da crise de 2008, que deu início à política expansionista.

O diretor de Planejamento de Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa, ressaltou ainda que hoje 61% do crédito concedido pelo banco tem taxas incentivadas. Retirando contratos do Plano Safra e do crédito emergencial ao Rio Grande do Sul, o crédito incentivado representou apenas 3,7% do total.

“As comparações são completamente infundadas. O BNDES hoje é menor do que o do [governo] Fernando Henrique [Cardoso]”, disse Barbosa.

O banco disse ainda não ter definido quanto distribuirá de dividendos sobre o lucro de 2024. Em 2023, foram R$ 29,5 bilhões, incluindo parcela do lucro do ano anterior. Os recursos, disse Mercadante, foram importantes para ajudar o resultado fiscal do governo. (Folhapress)

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