Bolsonaro acompanha julgamento e busca enfrentamento político no STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve sigilo sobre onde acompanharia a sessão até uma hora antes de iniciar o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) para logo aparecer no STF e se sentar na primeira fila. O gesto simbolicamente repete o do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado, quando se sentou à mesa da defesa em julgamento em Nova York.

Em casos penais, como era o caso, a presença do acusado é obrigatória nos EUA. No Brasil, não. Na ocasião, Trump foi condenado por fraude, sob acusação de ter comprado o silêncio de uma atriz pornô com quem teria tido um relacionamento.

A ida de Bolsonaro ao STF já vinha sendo defendida por aliados desde a véspera e contou com o aval da equipe de advogados. A ideia, segundo esses aliados, é passar mensagem de enfrentamento ao encarar os “algozes”, como chamam os ministros da 1ª Turma do STF. O objetivo é fazer enfrentamento político do julgamento, no qual é acusado de liderar trama golpista para impedir que Lula (PT) assumisse a Presidência, após o petista sair vitorioso das urnas em 2022.

Sentado à frente dos ministros, Bolsonaro levou no paletó a Medalha do Pacificador com Palma, uma das principais honrarias militares. Ao chegar a Brasília ontem ele fez uma breve fala aos jornalistas, em que criticou o processo. Mais cedo, tinha divulgado texto no canal dele no WhatsApp em que classifica o processo como “aberração”, critica Moraes e nega as acusações.

“Todo o processo jurídico contra mim é uma aberração jamais vista! Investigações demoram seis anos, sem prazo de previsão de término. Pessoas são presas e coagidas a fazer delação premiada para salvar suas famílias. As defesas são cerceadas, as investigações correm em segredo de Justiça e realizadas prisões arbitrárias”, escreveu.

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