As bolsas dos EUA derreteram nesta sexta-feira (4) pelo segundo dia seguido. Dessa vez, o mercado norte-americano foi afetado pelo anúncio de uma retaliação da China, que pretende impor uma tarifa de 34% sobre importações americanas.
O movimento reacendeu temores sobre uma possível recessão nos Estados Unidos. No entanto, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as quedas não refletem uma fragilidade estrutural da economia americana.
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Nem mesmo a surpresa positiva do payroll (relatório de empregos), que registrou 228 mil novas vagas em março, acima da média das projeções (140 mil), foi o suficiente para amenizar as quedas.
Em suas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a alta do payroll e atribuiu o resultado a suas políticas econômicas. “Ótimo número de empregos, muito melhores que o esperado. Já está funcionando”, comentou.
Desempenho dos índices
- Dow recua 5,50% (38.313,94 pontos);
- S&P 500 perde 5,97% (5.074,13 pontos)
- Nasdaq recua 5,82% (15.587,79 pontos).
Na semana, as perdas acumuladas foram as piores desde a crise da Covid-19: Dow Jones caiu 7,86%, S&P 500 teve queda de 9,08%, Nasdaq desvalorizou 10,02%.
O Nasdaq entrou oficialmente em “bear market”, termo usado quando há uma queda de mais de 20% em relação ao pico recente — neste caso, em três meses.
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Gigantes de tecnologia caem novamente
As ações das chamadas “Sete Magníficas” — Apple, Microsoft, Tesla, Nvidia, Amazon, Meta e Alphabet — voltaram a cair. Só na sessão de ontem (3), o grupo perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Hoje, a Apple caiu 7,3%, afetada pela dependência da produção chinesa, enquanto a Nvidia registrou baixa de 7,4%, com receio de atrasos no lançamento do chip Blackwell.
Tesla também caiu 10,5%, acumulando queda de quase 40% no ano. Apesar da notícia sobre possível joint venture com a TSMC, a Intel fechou em forte queda de 11,5%.
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Além da tecnologia, outros setores também registraram perdas expressivas nos EUA: Chevron caiu 8,2%, com a queda do petróleo, e Boeing teve baixa de 9,5%, pressionada pela retaliação chinesa.
O post EUA: Bolsas derretem após retaliação da China; techs despencam apareceu primeiro em Monitor do Mercado.