Ibovespa: Bolsa resiste a tarifas de Trump e fecha estável; bancos avançam

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (4) praticamente estável, com leve queda de 0,04%, aos 131.140,65 pontos. O volume financeiro foi elevado, somando R$ 28 bilhões.

Apesar da forte pressão que as tarifas impostas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pesar sobre as gigantes do setor de commodities, o índice conseguiu resistir, apoiado no desempenho dos bancos.

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Nos Estados Unidos, no entanto, os índices acionários despencaram, com quedas superiores a 3,9%. O petróleo também caiu mais de 6% nas bolsas de Londres e Nova York.

Destaques do Ibovespa

Diante da desvalorização do petróleo, a Petrobras teve quedas de 3,53% nas ações ordinárias (ON) e de 3,23% nas preferenciais (PN). A Vale, ação de maior peso no índice, também caiu fortemente, com baixa de 3,62%.

A retração foi amenizada pelo avanço dos grandes bancos brasileiros. As ações do Itaú subiram 1,78%, enquanto Bradesco teve alta de 1,88% (ON) e 1,92% (PN). Santander também registrou valorização de 1,40% em suas ações units.

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Entre as maiores altas do dia, ficaram Auren (+7,58%), Magazine Luiza (+5,45%) e Iguatemi (+5,12%). Por outro lado, Brava (-7,18%), Prio (-6,95%) e São Martinho (-5,79%) tiveram os piores desempenhos da sessão.

Acompanhe gráfico Ibovespa (em tempo real):

Divulgação das tarifas “recíprocas”

O governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (2) tarifas “recíprocas” para equilibrar a balança comercial no país.

Durante a coletiva de divulgação, Trump apareceu com um cartaz que mostrava as tarifa definida para cada país. No entanto, o cálculo por trás da medida tem causado muita incerteza no mercado.

Apesar de chamar a nova taxação de “tarifas recíprocas”, a fórmula divulgada pela Casa Branca mostra que a nova cobrança é baseada na balança comercial dos EUA, não em impostos já aplicados pelas outras nações.

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Países com balança comercial equilibrada ou com os quais os Estados Unidos possuem superávit também foram afetados pela definição de uma taxa mínima de 10%. Brasil e Reino Unido são dois dos sete se enquadram nesta categoria.

México e Canadá, dois dos países que mais eram ameaçados pelo “tarifaço”, não foram incluídos na lista. A expectativa é que ambos negociem com o presidente americano para entrar em um acordo sobre as tarifas. A Rússia também ficou fora.

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