O preço da cerveja sobe no Brasil e, para quem gosta de uma gelada no fim do dia, o impacto já está no bolso. De acordo com relatório do Bank of America (BofA), os preços médios das cervejas aumentaram 1% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o quarto trimestre de 2024. Mas o número médio esconde variações expressivas entre marcas e segmentos. Neste conteúdo, vamos entender por que isso aconteceu, quais marcas lideraram as altas e o que você, como consumidor ou investidor, deve observar daqui em diante.
Heineken lidera alta entre cervejas premium
Entre as cervejas premium, a Heineken teve a maior elevação: os preços subiram 5% entre dezembro e março. Isso surpreende porque, no trimestre anterior, a marca havia mantido os preços mais baixos. A justificativa? Os custos de produção, especialmente os insumos como alumínio e milho, continuam elevados, enquanto o real segue mais fraco em relação ao dólar.
Na Ambev, Stella Artois subiu 1,7% e Corona, 1,4%. Importante lembrar que ambas estavam com descontos no fim do ano passado — 3% de queda na Stella e até 24% na Corona. Ou seja, o mercado começa a reverter esses descontos de fim de ano.
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Preço da cerveja sobe mais nas populares como Itaipava
Na linha das populares, a Itaipava puxou o movimento com alta de cerca de 5%. A razão principal é o aumento de custos operacionais, segundo o BofA. A Brahma se manteve estável no período, enquanto a Skol ficou estável nos bares, mas teve leve aumento em supermercados e atacados.
Para quem consome marcas mais acessíveis, essa movimentação mostra que o cenário pode mudar rapidamente conforme a inflação de custos segue pressionando o setor.
Segmento intermediário também encarece
No segmento “core plus”, entre premium e popular, o destaque ficou com a Budweiser, que subiu 8,4% em bares e restaurantes, e 6,6% no varejo. Esse é um segmento bastante procurado por consumidores que buscam um produto com qualidade superior, mas sem o preço mais alto das marcas premium.
Por que o preço da cerveja sobe em 2025?
O BofA aponta que três fatores principais pressionam os preços:
- Desvalorização do real – encarece insumos importados
- Aumento do preço do alumínio – fundamental para latas
- Alta do milho – matéria-prima essencial no processo de produção
Além disso, há uma expectativa de que empresas com maior exposição ao mercado à vista tenham uma pressão de custos maior em 2025. Para a Ambev, esse impacto tende a ser menor, por conta de sua estrutura integrada de produção e distribuição.
Produção caiu apesar do aumento nos preços
Mesmo com a alta nos preços, a produção de bebidas alcoólicas — e não apenas cervejas — caiu 4% em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado do trimestre, a queda foi de 4,7%. Isso pode indicar que o consumidor está começando a sentir os efeitos da inflação no seu consumo de lazer.
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O que isso significa para você
Se você é consumidor, já percebeu que a cerveja ficou mais cara. Para quem costuma ir a bares e restaurantes, o aumento é ainda mais sentido — especialmente com marcas como Budweiser e Heineken.
Para investidores, a elevação dos preços pode significar recomposição de margens para as empresas do setor, especialmente se o volume de vendas se mantiver estável. Mas é importante acompanhar os indicadores de consumo para avaliar se o repasse será absorvido pelo mercado.
Fique atento aos próximos meses
O preço da cerveja sobe em 2025 e, com a manutenção das pressões inflacionárias, a tendência pode continuar no curto prazo. Se você é consumidor, vale buscar promoções e analisar custo-benefício entre marcas. Se você é investidor, acompanhe os resultados trimestrais das fabricantes e como elas estão gerindo custos e receitas.
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