O dólar fechou esta quarta-feira (2) em leve alta, a R$ 5,69, com avanço de 0,25%. A moeda americana seguiu pressionada pela expectativa do mercado em relação ao anúncio das tarifas recíprocas prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Com as incertezas sobre as novas tarifas, investidores adotaram uma postura mais defensiva, reduzindo suas posições em moedas latino-americanas.
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Mesmo com a valorização das commodities, como petróleo e minério de ferro, o real teve o melhor desempenho entre seus pares na região. O peso chileno e o colombiano registraram as maiores perdas.
Anúncio das tarifas
Após o fechamento do mercado à vista, o presidente Trump anunciou uma tarifa geral de 10% sobre todas as importações americanas e uma taxa específica de 25% para automóveis. No caso do Brasil, a tarifa aplicada será de 10%. Com isso, o dólar futuro para maio passou a operar em queda, abaixo de R$ 5,69.
O impacto da medida também foi sentido em outros mercados. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, recuou cerca de 0,40%, atingindo 103,686 pontos. Paralelamente, os juros dos Treasuries subiram, com o rendimento do T-note de 10 anos voltando ao patamar de 4,20%.
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Fluxo cambial segue negativo
No Brasil, o Banco Central divulgou que o fluxo cambial total em março até o dia 28 está negativo em US$ 8,850 bilhões, com saída líquida de US$ 12,528 bilhões pelo canal financeiro. Em 2025, o saldo também é negativo em US$ 16,397 bilhões, apesar do ingresso de US$ 6,459 bilhões pelo comércio exterior.
Na B3, os investidores estrangeiros seguem aportando recursos. Em março, a entrada líquida foi de R$ 3,118 bilhões, levando o saldo do primeiro trimestre a R$ 10,642 bilhões, o melhor resultado para o período em três anos.
O post Câmbio: Dólar sobe com cautela sobre tarifas dos EUA apareceu primeiro em Monitor do Mercado.