O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta terça-feira (1) em alta de 0,68%, aos 131.147,29 pontos, na expectativa do anúncio de Donald Trump sobre as tarifas recíprocas.
O anúncio oficial do presidente dos Estados Unidos (EUA) deve ocorrer nesta quarta-feira (2) às 16h locais (17h de Brasília), durante o evento Make America Wealthy Again, com sanções para todos os países.
As possibilidades incluem tarifas diferenciadas por país, uma alíquota universal de 20% ou uma sobretaxa menor para um subgrupo de nações. Até lá, a expectativa do mercado é de alta volatilidade.
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No cenário internacional, os mercados seguem apreensivos com o “Liberation Day”, com grande incerteza sobre as sanções que serão anunciadas por Donald Trump e devem entrar em vigor em 3 de abril.
As reações até o momento incluem a eliminação das tarifas sobre bens dos EUA por Israel, enquanto o Reino Unido promete resposta pragmática; o Canadá ameaça retaliação e empresas como a Mercedes-Benz avaliam retirar modelos do mercado americano devido ao impacto das tarifas.
No Brasil, o governo busca agir com maior cautela e amistosidade, buscando uma negociação, antes de realizar qualquer denúncia à Organização Mundial do Comércio (OMC) e anunciar retaliações. No entanto, diante de um anúncio hostil, o país já segue preparado para retribuir a taxação.
Nesta segunda-feira (1), o CAE do Senado determinou aprovou por unanimidade o “PL da reciprocidade” para embasar a resposta brasileira ao tarifaço prometido por Donald Trump. O Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) ficará responsável por elaborar contramedidas de retaliação econômica a países estrangeiros.
Na expectativa do anúncio de Trump em meio à apreensão dos mercados globais, o dólar abriu em queda de 0,19%, a R$ 5,67 e o dólar futuro recua 0,24%, a R$ 5,69. Os juros futuros também seguem em queda, enquanto o Ibovespa futuro sobe 0,20%, aos 131.915 pontos.
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Manchetes desta manhã
- Guerra comercial de Trump pode ter custo de US$ 1,4 trilhão para economia global (Valor)
- Senado dá aval a retaliação, e governo mede reação a Trump (O Globo)
- Brasil chega pessimista ao dia do tarifaço de Trump e teme taxa dupla no aço (Folha)
- Aprovação de Lula volta a cair e é a pior desde o início do governo, diz pesquisa Genial/Quaest (Estadão)
- Klein propõe volta à Casas Bahia e compra ações (Valor)
Mercado global
Na Europa, as Bolsas operam em queda, com perdas em ações do setor de saúde, enquanto os investidores aguardam as tarifas recíprocas dos EUA e aumentam os temores de uma estagflação. Roche Holding cai 2,08% e Novo Nordisk, -2,44%.
Os índices da Ásia encerraram o pregão desta quarta-feira com desempenho misto e a maioria dos índices muito perto da estabilidade. O Japão registrou leve alta, assim como a China. Apenas o índice Kospi registrou queda maior, de 0,62%.
Em Nova York, os índices futuros abriram em baixa, na expectativa anúncio sobre os planos tarifários dos EUA.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro -0,5%
• STOXX 600 -0,8%
• FTSE 100 -0,7%
• Nikkei 225 +0,3%
• Shanghai SE Comp. +0,1%
• MSCI EM +0,1%
• Dollar Index -0,1%
• Yield 10 anos -1,7bps a 4,1516%
• Bitcoin -0,2% a US$ 85042,75
Commodities
- Petróleo: cede à espera do tarifaço dos EUA. O Brent/junho cai 0,59%, a US$ 74,05 e o WTI/maio recua 0,56%, a US$ 70,80.
- Minério de ferro: fechou em alta de 0,88% em Dalian, na China, cotado a US$ 102,81/ton. Em Singapura, os contratos futuros avançam 0,15%, cotados a US$ 102,85/ton e o mercado à vista está positivo em 0,05%, cotado a US$ 103,85/ton.
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Cenário internacional
Na expectativa para o anúncio das tarifas recíprocas, a Casa Branca disse que tarifas entrariam em vigor imediatamente, mas que Trump estaria aberto a negociações.
Além das sanções comerciais dos EUA, a agenda traz o relatório ADP de criação de empregos no setor privado de março, que revelou a criação de 155 mil vagas, ante o consenso e aumento de 122,5 mil vagas.
Destaque também para encomendas à indústria de fevereiro, às 11h, e estoques semanais de petróleo, às 11h30. Às 22h45, a China informa o PMI de serviços de março.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda iniciou com a divulgação da produção industrial de fevereiro pelo IBGE, que recuou 0,1%, na margem, ante consenso de alta de 0,2%.
Em fevereiro, a produção industrial caiu 0,1% frente a janeiro, mas cresceu 1,5% na comparação anual, acumulando alta de 1,4% no ano e 2,6% em 12 meses. A projeção do BTG Pactual era de queda de 0,1% na comparação mensal e alta de 1,6% na anual.
Duas das quatro categorias e 14 de 25 ramos registraram queda mensal.
Entre os compromissos do dia, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Lula participam de evento em comemoração aos 60 anos do Banco Central, a partir das 9h.
No cnário político, a Pesquisa da Quaest mostra que a desaprovação do governo Lula foi de 49% para 56% entre janeiro e março deste ano, enquanto a aprovação caiu de 47% para 41%.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que anunciará hoje a criação de uma comissão especial para analisar o projeto de lei de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
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Destaques no mercado corporativo
- Gol: o diretor de financeiro e de RI, Eduardo Gotilla, renunciou aos cargos, que serão acumulados pelo diretor-presidente, Celso Ferrer Junior.
- Grupo Pão de Açúcar (GPA): acionistas do grupo, Casino e Ronaldo Iabrudi, apoiam as propostas para destituir o atual conselho de administração e a fixação de uma nova chapa.
- TikTok: Trump dá prazo até 5 de abril para ByteDance vender o app ou sofrer restrições nos EUA.
- Banco Master: reportou lucro líquido de R$ 1 bilhão em 2024, ante R$ 532 milhões em 2023. Até o fim do ano, o Master tem compromissos que somam R$ 12,4 bilhões para honrar em CDBs.
- JBS: Concluiu a compra de 50% das ações da Mantiqueira (com direito a voto)
- Casas Bahia: Michael Klein aumenta participação para 10,42% em ações de emissão da companhia.
Acompanhe as principais notícias do mercado financeiro nesta quarta-feira também no Podcast Café do Mercado, uma produção do Monitor do Mercado, e apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
O episódio de hoje já está no ar, nas principais plataformas de podcasts. Basta clicar na sua plataforma preferida para ouvir: Spotify; Deezer; Amazon Music; Podcasters. Ou ouvir clicando abaixo:
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