A JHSF (JHSF3), holding do setor de luxo, registrou lucro líquido consolidado de R$ 410,8 milhões no quarto trimestre de 2024, um crescimento de 94,2% em relação ao mesmo período de 2023. Em 2024, o lucro totalizou R$ 861 milhões, avanço de 73%.
O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da receita nas principais linhas de negócios da empresa, redução de despesas operacionais e um aumento expressivo na margem de lucro. Além disso, a companhia reportou um ganho contábil com a valorização de suas propriedades para investimento (PPIs).
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O lucro foi distribuído entre os segmentos:
- Locação residencial e clubes: R$ 196,6 milhões
- Incorporação imobiliária: R$ 145,9 milhões
- Shoppings: R$ 77,3 milhões
- Hospitalidade e gastronomia: R$ 11,8 milhões
Ebitda e receita da JHSF crescem
O Ebitda consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 32,5% no trimestre, alcançando R$ 508,2 milhões. Em 2024, totalizou R$ 1,3 bilhão, crescimento de 32,3%. O Ebitda ajustado (excluindo varejo, incorporação e a holding) chegou a R$ 272,7 milhões, com margem de 50%.
A receita líquida consolidada somou R$ 545 milhões no trimestre, alta de 13,2%, e R$ 1,6 bilhão no ano, avanço de 1%.
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Despesas e impacto nos lucros
As despesas operacionais encolheram 30% no trimestre, para R$ 88,2 milhões, contribuindo para o avanço da lucratividade. A empresa também registrou ganho de R$ 23,8 milhões em “outras receitas operacionais”, com contribuições dos segmentos de aeroporto, varejo e holding.
Além disso, a linha de impostos de renda e CSLL caiu 78%, para R$ 25,2 milhões, o que também ajudou a impulsionar o lucro líquido.
Dívida e alavancagem
A JHSF encerrou 2024 com uma dívida líquida de R$ 1,445 bilhão, aumento de 17% em relação ao trimestre anterior. A alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) ficou em 1,85 vez.
Operação da JHSF e mercado de luxo
No segmento de shoppings, as vendas cresceram 19,7% no quarto trimestre, chegando a R$ 1,7 bilhão. O critério mesmas lojas (SSS) registrou alta de 13,2%, enquanto os aluguéis subiram 15,3%, impulsionados pelo consumo de luxo e pelo mix de grifes.
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Nos hotéis da rede Fasano, a diária média subiu 19%, para R$ 4,4 mil, com taxa de ocupação de 58,8%. Já nos restaurantes, o couvert médio aumentou 15,4%, chegando a R$ 363,4.
No aeroporto Catarina, voltado para a aviação executiva, o movimento de aeronaves cresceu 35%, enquanto o volume de combustível abastecido subiu 41%.
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