Zona Sul lidera casos de dengue e concentra 40% das infecções em São Paulo


No total, 14.047 casos foram confirmados na capital e 172 estão em investigação. Os dados são do boletim epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado na segunda (24). Doença provocada pelo mosquito Aedes aegypti pode levar a morte.
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Quatro em cada dez casos de dengue na cidade de São Paulo foram registrados na Zona Sul. No total, 14.047 casos foram confirmados na capital e 172 estão em investigação. Os dados são do último boletim epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado na segunda-feira (24).
Na semana anterior, eram 11.108 casos confirmados e 154 em análise, o que representa um aumento de 26% em apenas sete dias.
Segundo o levantamento da TV Globo, os distritos com maior número de casos da doença estão localizados na Zona Sul — com exceção da Brasilândia, na Zona Norte. Confira:
Jardim Ângela: 1.016
Capão Redondo: 768
Grajaú: 572
Brasilândia: 538
Campo Limpo: 406
A região do Jardim Ângela lidera o ranking de infecções com 1.016 casos. Na semana anterior, eram 747 ocorrências — alta de 36% (percentual superior à média da cidade).
Analisando a distribuição dos casos de dengue por região, a Zona Sul concentra quase 40% dos números, enquanto o Centro registrou somente 2%.
Zona Sul: 5.486 (39,54%)
Zona Leste: 3.414 (24,61%)
Zona Norte: 3.184 (22,95%)
Zona Oeste: 1.414 (10,19%)
Centro: 377 (2,72%)
Zona Sul concentra maior número de casos de dengue em São Paulo
Reprodução/TV Globo
Primeira morte confirmada
Em 30 de janeiro, a cidade de São Paulo registrou a primeira morte por dengue em 2025. A vítima é uma menina de 11 anos, moradora da região de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a morte ocorreu no dia 30 de janeiro. O caso passou por investigação epidemiológica pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).
Cuidados contra a dengue
Como saber se você está com dengue e se é grave
Evite qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros grandes espaços, como caixas d’água e piscinas abertas, até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta.
Coloque areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água. Isso vale para qualquer recipiente com água.
Pneus velhos devem ser furados e guardados com cobertura ou recolhidos pela limpeza pública. Garrafas pet e outros recipientes vazios também devem ser entregues à limpeza pública. Vasos e baldes vazios devem ser colocados de boca para baixo. Limpe diariamente as cubas de bebedouros de água mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de chuva. Tampe as caixas d’água.
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