
Direção do PL diz que PT quer transformar julgamento em ato político; petista diz que sessão é de interesse público. O julgamento da denúncia sobre o inquérito do golpe se transformou numa guerra política da transmissão das sessões entre PT e PL.
Apesar de receber autorização, a direção do PL decidiu que não irá retransmitir o julgamento da denúncia do inquérito do golpe na Primeira Turma e acusa o PT de tentar transformar o evento num ato político.
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O PT pediu autorização da retransmissão, o que o tribunal sempre concede, mas não conseguiu credenciamento para ter equipe dentro do prédio do STF. Recebeu autorização para acompanhar o julgamento do lado de fora.
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, acusa o PT de transformar a transmissão do julgamento numa ação política e afirma ser contra o credenciamento de órgãos de imprensa de partidos.
“Nós recusamos a oferta e avaliamos que o Supremo não deveria ter dado autorização para partidos políticos ter equipe no local”, diz ele.
O secretário de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, confirma, como foi divulgado, que o PT fará a retransmissão e vai ter um esquema de cobertura, mas com equipe acompanhando o julgamento de fora do prédio.
STF – Supremo Tribunal Federal
Gustavo Moreno/STF
Autorização
O STF esclarece que o tribunal só autorizou a presença dentro do tribunal de jornalistas da imprensa profissional. Fora, permitiu, como sempre faz, de outros jornalistas. E destaca que o tribunal sempre autoriza a retransmissão do sinal da TV Justiça.
A cobertura da TvPT vai contar com abertura do presidente interino do partido, senador Humberto Costa, e do secretário Jilmar Tatto, com participação em sequência de outros integrantes do partido e da TV nos dois dias. Tatto promete uma cobertura “sóbria”. O PL desafia o partido a realmente ter isso tipo de cobertura.
O fato é que o PT tem interesse em explorar politicamente o julgamento da denúncia da PGR que pode transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro em réu numa ação penal que irá julgar a tentativa de golpe de Estado no país.
Já o PL vai explorar o caso nas redes sociais, mas não quis fazer a retransmissão exatamente para ter o argumento de que os petistas estão usando o julgamento para enfraquecer Bolsonaro.