Câmbio: Dólar sobe pelo terceiro dia seguido e fecha acima de R$ 5,75

O dólar fechou esta segunda-feira (24) em alta de 0,61%, a R$ 5,75, marcando o terceiro pregão consecutivo de valorização. Foi a primeira vez em cerca de dez dias que a moeda superou a marca de R$ 5,75.

Segundo operadores, o movimento reflete um ajuste de posições após a recente valorização do real. Investidores aproveitaram para realizar lucros, mesmo diante da alta das commodities e do desempenho positivo de outras moedas emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

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Incertezas fiscais afetam o câmbio

A volatilidade do mercado cambial também foi impulsionada pelo aumento das preocupações fiscais no Brasil. A incerteza em torno do orçamento de 2025 e declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxeram dúvidas aos investidores.

Durante a manhã, Haddad afirmou que não teria “vergonha nenhuma” de mudar parâmetros do arcabouço fiscal, embora tenha garantido que isso não ocorrerá no momento. A fala gerou especulações sobre possíveis alterações nas metas fiscais, levando o dólar a atingir R$ 5,7728 na máxima do dia.

Diante da reação negativa do mercado, o ministro esclareceu suas declarações, reforçando que está confortável com o atual arcabouço fiscal e que eventuais mudanças ocorreriam apenas se as circunstâncias exigissem. Após esse posicionamento, o dólar recuou para R$ 5,73, mas voltou a subir à tarde.

Fatores externos adicionam volatilidade

No exterior, o dólar se fortaleceu globalmente. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras seis divisas fortes, voltou a superar 104 pontos, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) subiram, com a taxa do título de 10 anos superando 4,30%.

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Além disso, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, declarou que agora espera apenas um corte de juros pelo banco central americano em 2025, em vez dos dois cortes projetados anteriormente. Esse posicionamento reduziu as expectativas de flexibilização monetária nos EUA, o que fortaleceu o dólar.

Outro fator que pesou no mercado foi a incerteza sobre as tarifas comerciais anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump. Ele confirmou que pretende implementar sobretaxas adicionais nos próximos dias, mas sugeriu que algumas tarifas podem ser adiadas ou suavizadas. Esse cenário adicionou volatilidade aos mercados globais.

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