Revisitar o Centenário de Ignez Fiuza

Se ainda estivesse entre nós, a própria Ignez teria usado toda sua criatividade sua festa de 100 anos. Para a família, se tornou imperativo Reviver, Revisitar e Revolver sua trajetória pessoal e legado.
O documentário, Uma Mulher Ignezquecível, envolveu muitos que fizeram parte de sua vida, cada um revelando a “sua Ignez”, num belíssimo trabalho.
A exposição “Revouver – legado e memórias”, no Museu de Arte de Universidade Federal do Ceará, no lugar onde estão suas raízes familiares, exibiu peças que ornamentavam sua casa, indumentária e obras de arte dos muitos artistas que foram por ela revelados. Foi visitada por apreciadores de arte e cultura, amigos e o público de professores e universitários, para os quais Ignez Fiuza era desconhecida.
“Revouver” também ensejou debates abrangendo temas como: Colecionismo, Escultura como expressão, Produção Contemporânea da gravura, Práticas expográficas, Uma leitura de estilo e técnica das obras expostas e o Papel de Ignez Fiuza como marchande e arte educadora.
A imprensa falada, escrita, televisiva e as mídias sociais foram pródigas na divulgação das homenagens. No Podcast #ARTE foram rememorados aspectos marcantes de sua atuação nas artes plásticas, decoração, design, comércio, antiguidades e gastronomia.
O Prêmio Bárbara de Alencar, outorgado a Ignez Fiuza pela Associação Comercial do Ceará, através do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, foi um claro reconhecimento do empreendedorismo da Dama do Artes, como era conhecida.
O Instagram, , postou fotos, reportagens e catálogos dos mais de 200 eventos promovidos nos 40 anos de vida da Galeria Ignez Fiuza. A página só cresce em número e qualidade, com as contribuições dos que a conheceram ou se sentiram tocados pelo que viram.
Curioso perceber as muitas pessoas envolvidas no projeto que nunca a conheceram pessoalmente, foram contagiados pela magia da sua impulsividade e criatividade, tal qual o canto das sereias de Ulysses e assim, tanto o documentário, quanto a exposição Revouver, foram construídos num patamar de excelência e paixão. O público percebeu, assimilou e se emocionou.
Também gestou-se espaço para rememorações diversas: histórias curiosas, fatos inusitados, compartilhamento de saberes. Houve necessidade de falar de Ignez, sobre Ignez, e do quanto cada um tinha sido tocado por sua personalidade altiva e tão generosamente humana.
Para fechar o ciclo de Centenário, uma exposição de documentos da coleção de Ignez irá acontecer na galeria Casa Dalva, neste final de março. Contudo, sendo Ignez movimento e ação, muito ainda há “porvir”.

ELIZABETH FIUZA ARAGÃO
SOCIÓLOGA E PROFESSORA APOSENTADA DA UECE

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