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Família de Arlean Kerv Santos Brito, de 20 anos, entrou na Justiça e afirmou que o Consórcio Via JF deve ser responsabilizado pelos danos causados. Em nota, a empresa disse que acompanha as investigações e oferece assistência. Batida foi registrada no dia 29 de dezembro do ano passado, próximo ao Mergulhão. Arlean Kerv Santos e a família, foto de arquivo
Arquivo Pessoal
O motorista do ônibus envolvido no acidente que matou o motociclista Arlean Kerv Santos Brito, de 20 anos, avançou o sinal vermelho antes da batida, registrada no dia 29 de dezembro de 2024, na Avenida Rio Branco, próximo ao Mergulhão, em Juiz de Fora. A informação consta no laudo da Polícia Civil, ao qual a TV Integração teve acesso.
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Conforme apuração da reportagem, imagens analisadas na investigação pela perícia mostram que:
o motorista do ônibus avançou o sinal vermelho;
o motociclista transitava normalmente pela pista em que estava;
a vítima foi atingida pela parte posterior esquerda do coletivo.
Laudo esclarece que o condutor do ônibus avançou o sinal vermelho
TV Integração/Reprodução
Em nota, o Consórcio Via JF, responsável pelo transporte público da cidade, disse que continua acompanhando o andamento das apurações, além de oferecer toda a assistência necessária à família. A empresa ainda afirmou que segue à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.
O nome do motorista do ônibus envolvido no acidente não foi informado. Por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa dele.
O delegado responsável pelo caso, Samuel Neri, por sua vez, informou que a investigação segue em andamento e em sigilo, e que outras informações serão divulgadas posteriormente.
Motociclista morre em acidente com ônibus na Avenida Rio Branco, em Juiz de Fora
Família cobra Justiça
Vitória Batista, viúva de Arlean Kerv
TV Integração/Reprodução
Em entrevista à TV Integração, a viúva da vítima, Vitória Batista, de 21 anos, contou que está desamparada após a perda do marido e que solicitou auxílio ao Consórcio Via JF.
“Tem sido muito difícil. Graças a Deus, tenho o apoio da minha família. Temos uma filha de um ano, e ela sente muita falta do pai, sempre o chama”, contou Vitória.
A família entrou na Justiça e, por meio do advogado Leandro Souza, afirmou que a empresa de transporte coletivo deve ser responsabilizada pelos danos causados.
Arlean Kerv, Vitória Batista e a filha do casal, foto de arquivo
Arquivo Pessoal
“Quem mantinha o sustento da casa era a vítima. Agora, buscamos compensação pelo dano, que não pode ser reparado, mas pode ser indenizado. A ausência dele deve ser compensada pela empresa”, esclareceu o advogado.
Vitória, que não trabalha para cuidar da filha pequena, aguarda a conclusão do processo:
“A empresa ainda não nos procurou para dar suporte algum. Meu marido é quem nos sustentava e pagava todas as contas. Essa situação tem sido muito difícil”, completou a viúva.
Ônibus que atingiu motociclista em Juiz de Fora passou o sinal vermelho
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