O deputado estadual De Assis Diniz (PT) avaliou a mobilização da oposição no Ceará, que já ensaia uma aliança para as eleições de 2026, sob as lideranças de André Fernandes (PL), Capitão Wagner (União Brasil) e Roberto Cláudio (PDT). Tal mobilização começou com os deputados estaduais do PL, União Brasil e PDT, que vêm realizando encontros semanais para discutir as questões do estado e articulações eleitorais.
De Assis criticou o movimento de RC e seu grupo de se aliar à direita e disse não acreditar que ele consiga o apoio desse eleitorado e ainda apontou falta de “confiança política” entre essas lideranças.
“O que cabe à direita nesse momento é tentar se abraçar para ter alguma repercussão. Se observarmos do ponto de vista estratégico, do ponto de vista político, o alinhamento que levou Roberto Cláudio e parte do PDT para o centro e centro-direita é um tiro de canhão no pé. Primeiro, essa base jamais será do Roberto. Não há confiança política do André para o Capitão Wagner, não há confiança política do Capitão Wagner para o Roberto Cláudio. Eles têm entre si o mesmo objeto de desejo, que é se tornar liderança política para ter o protagonismo”, declarou De Assis em coletiva na última segunda-feira (24).
Próximos desde as eleições de 2024, RC e Capitão reforçam o fortalecimento de um projeto de oposição ao atual governo estadual, mas evitam falar em nomes para candidaturas em 2026. Por outro lado, André Fernandes já declarou à imprensa que seu partido, o PL, não deve abrir mão de candidatura própria ao Governo do Estado e ao Senado.
Para o petista, os três mantêm “um acordo eleitoral muito frágil” e têm o “empecilho” de qual liderança será o candidato ao governo estadual. “Eu não tenho dúvida de que o André não vai apostar na liderança do Roberto Cláudio para assumir o protagonismo nem o Capitão Wagner vai fazê-lo em troca de qualquer coisa com o André. Então, há muitas contradições a serem superadas. Eles vão buscar se proteger, vão estar ali numa aliança de muita desconfiança, mas que no fundo, cada qual vai estar no seu espaço sem fazer concessões”.
Ainda segundo o petista, a oposição não deve ter um cenário fácil em 2026, devendo encontrar uma “pedreira”, em referência à provável candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). “Eles vão encontrar um governador bem avaliado, com entregas muito eficazes, com a economia rodando, e este alinhamento entre Prefeitura de Fortaleza, Governo do Estado e Governo Federal será uma marca muito potente na eleição de 2026”.
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