O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta quinta-feira (27) em leve alta de 0,02%, aos 124.798,96 pontos, apesar de sofrer forte pressão pela queda da Petrobras após reportar prejuízo de R$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2024 e um volume de dividendos abaixo do esperado pelos investidores.
Enquanto as ações da Vale (0,74%) e do setor financeiro seguiram a sessão sem força para impulsionar o índice, o desempenho do Ibovespa foi ajudado pela alta extraordiária da Embraer, que avançou 12,12%, liderando os ganhos da sessão; além de Marfrig (+8,90%) e IRB Brasil (+7,80%), após a divulgação dos resultados.
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No mercado internacional, expectativa para a divulgação do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed), que deve influenciar a próxima decisão sobre os juros dos Estados Unidos.
Ao lado de dados econômicos importantes que retêm atenção dos investidores, Trump prossegue preocupando o mercado com a sanção de tarifas aos seus parceiros comerciais.
Nesta quinta-feira, Trump confirmou a aplicação de tarifas de 25% sobre o México e o Canadá a partir do dia 4 de março, e ainda dobrou a tarifa sobre as importações da China (10% + 10%) que passam a valer na mesma data, em represália à falta de proposta do país para conter a oferta de fentanil.
Com essas novas sanções, é provável que Pequim, assim como a União Europeia respondam à altura em retaliação à super taxação dos Estados Unidos sobre seus parceiros comerciais.
No Brasil, a véspera do feriado de Carnaval é de agenda tranquila no Brasil, com o mercado acompanhando de perto os impactos das sanções tarifárias de Trump e a divulgação dos dados de inflação (PCE) dos EUA.
Devido ao feriado de Carnaval, a Bolsa de Valores ficará fechada na segunda e terça-feira, retornando às atividades na quarta-feira, após 13h.
Em meio à cautela dos investidores a nível global devido às tarifas dos EUA, o dólar abriu em alta de 0,15%, a R$ 5,83 e o dólar futuro avança 0,06%, a R$ 5,83. Os juros futuros seguem no mesmo sentido, enquanto o Ibovespa futuro cai 0,28%, aos 126.170 pontos.
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Manchetes desta manhã
- Emissões externas no 1º bimestre alcançam US$ 10,4 bi, metade de todo o volume de 2024 (Valor)
- Lucro menor derruba ações da Petrobras, que prevê acelerar investimentos (Globo)
- Para frear inflação, governo avalia cortar imposto de óleo de cozinha e trigo importados (Folha)
- Valor da Petrobras cai R$ 24,7 bi após relato de prejuízo de R$ 17 bi (Estadão)
- Parecer do Ibama recomenda negar licença de exploração de petróleo na Margem Equatorial (Valor)
Mercado global
As bolsas da Europa operam mistas em meio às ameaças tarifárias de Trump sobre importações da União Europeia e líderes da região prometem lançar resposta rápida às taxas.
Segundo Trump, há possibilidade de que a Grã-Bretanha possa escapar das tarifas se um acordo comercial for alcançado, após conversa com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
Na Ásia, os índices encerraram a semana no vermelho, após Trump confirmar tarifas comerciais sobre o país e anunciar 10% adicionais, devido à ausência de propostas do país para conter a oferta de fentanil.
A China respondeu com nota oficial do Ministério do Comércio, informando que tomará todas as medidas necessárias para responder às tarifas de 10% impostas por Trump. “Se o lado americano insistir, o lado chinês tomará todas as medidas para defender seus direitos e interesses”.
Em Nova York, os índices futuros abriram esta sexta-feira em alta, à espera dos dados do PCE. O S&P 500 futuro sobe 0,2%, Stoxx Europe cai 0,5%, o Nikkei fechou em alta de 0,3% e o Shanghai +0,2%.
Confira os principais índices do mercado:
• FTSE 100 +0,3%
• MSCI EM -1%
• Dollar Index estável
• Yield 10 anos estável a 4,2599%
• Bitcoin +0,5% a US$ 84684,38
Commodities
- Petróleo: opera em baixa e deve registrar primeira queda mensal desde novembro devido a incertezas econômicas. O brent/abril cai 0,93%, a US$ 73,35 e o WTI/abril recua 1,02%, a US$ 69,63.
- Minério de ferro: fechou em queda de 0,74% em Dalian, na China, cotado a US$ 109,82/ton. Em Singapura, os contratos futuros estão em queda de 2,80%, cotados a US$ 102,35/ton e o mercado à vista recua 3,60%, cotado a US$ 103,15/ton.
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Cenário internacional
Nos Estados Unidos, o foco da agenda é a divulgação do PCE de janeiro dos EUA às 10h30, com expectativa do mercado de desaceleração. Mais tarde, às 22h30, o PMI industrial e de serviços de fevereiro da China.
O mercado também acompanha de perto o encontro de Trump com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, para tratar sobre as negociações para o fim do conflito com a Rússia.
Para a próxima semana, a agenda internacional tem como destaque os dados do mercado de trabalho dos EUA de fevereiro, com relatório ADP na quarta-feira (5) e payroll na sexta-feira (7).
Destaque ainda para decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira (6) e reunião do Congresso Nacional Popular chinês.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda segue esvaziada de indicadores econômicos importantes e o mercado acompanhando o cenário externo, em meio à divulgação de dados de inflação dos EUA e novas tarifas de Trump entrando em vigor na próxima semana.
O Ministro Luiz Marinho anunciou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) que a MP que libera saldo retido do FGTS será publicada ainda hoje. A MP permite que trabalhadores que realizaram o saque-aniversário tenham acesso ao restante dos recursos.
Na próxima semana, destaque para a divulgação do PIB do 4º trimestre, na sexta-feira (7).
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Destaques no mercado corporativo
- Localiza: teve alta de 19% do lucro no 4º trimestre, para R$ 837,3 milhões.
- Copel: lucrou R$ 575 milhões no 4º trimestre, queda de 39% na comparação anual.
- Petrobras: Novo parecer do Ibama negou a licença para exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
- Cosan: avalia venda de usinas e diluição da participação na Raízen, segundo o Valor Econômico.
- Raízen: concluiu recompra parcial de bond 2027.
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