Cosan tem prejuízo de R$ 9,3 bi no 4° trimestre após venda de participação na Vale

A Cosan (CSAN3) reportou um prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no 4º trimestre de 2024, revertendo o lucro de R$ 2,36 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior, segundo dados financeiros não auditados publicados pela empresa nesta quarta-feira (26).

Excluindo os efeitos extraordinários, a Cosan teria registrado um prejuízo de R$ 1,6 bilhão no trimestre, ante um lucro de R$ 2,4 bilhões no 4º trimestre de 2023. A queda se deve, principalmente, à menor contribuição das empresas do grupo, como Raízen e Compass, e à piora do resultado financeiro da companhia.

Segundo a empresa, o prejuízo é reflexo do impairment (desvalorização contábil) do investimento na Vale e da provisão de despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) diferidos.

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A desvalorização do real frente ao dólar e o aumento da taxa de juros também impactaram negativamente os resultados da Cosan no trimestre, impactando em um prejuízo de R$ 3 bilhões.

Impacto da venda de participação na Vale

No dia 16 de janeiro deste ano, a Cosan vendeu sua participação de 4,05% no capital social votante da Vale por R$ 9 bilhões. Essa transação resultou em um impairment contábil de R$ 4,7 bilhões, reduzindo o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Cosan.

Conforme divulgado pela companhia, a participação total da Cosan na Vale, considerando derivativos, era de 5,58% em 31 de dezembro de 2024. A contribuição líquida da Vale ao resultado da Cosan no 4º trimestre foi negativa em R$ 5,1 bilhões.

Endividamento e EBITDA da Cosan

A alavancagem (relação entre dívida líquida e EBITDA) ajustada pelos impairments de Vale e Rumo encerrou o trimestre em 2,9 vezes, acima das 2,6 vezes do período anterior. Considerando o efeito das ações da Vale na posição de caixa, a alavancagem gerencial foi de 2,5 vezes.

O EBITDA ajustado consolidado da Cosan no 4º trimestre foi de R$ 3,1 bilhões, com uma margem EBITDA de 27%. Já a receita líquida somou R$ 11,7 bilhões.

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Recomendação do BTG para CSAN3

Apesar de os resultados da Cosan virem em um período de pessimismo dos investidores com o ciclo de investimentos da companhia e de baixo desempenho das ações, o BTG Pactual avalia que os resultados refletem as preocupações sobre a sustentabilidade do balanço após o ciclo de investimento intenso do grupo e aumento das taxas.

O banco fez sua recomendação de compra para CSAN3, com preço-alvo de R$ 23 por papel, considerando um potencial de valorização de 223%.

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